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Em BH, venceu o ‘Pimentécio’ 

Eleitor da capital e do Estado centralizam seus votos de acordo com o candidato, não com o partido

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Festa. Militância petista ocupou a praça Sete na madrugada de segunda-feira para comemorar vitória
PUBLICADO EM 28/10/14 - 04h00

Desde as eleições de 2002, Minas Gerais e Belo Horizonte mostram dissonância na escolha para presidente e para o governo do Estado. Neste ano, o fenômeno eleitoral de votar em candidatos de partidos antagônicos aconteceu na capital mineira: o “Pimentécio” – voto em Fernando Pimentel para governador e Aécio Neves para presidente.


Na cidade, o candidato à Presidência derrotado no segundo turno, Aécio Neves (PSDB), venceu a reeleita Dilma Rousseff (PT). Em contrapartida, o município ajudou a eleger Fernando Pimentel (PT) ao governo do Estado e a derrotar Pimenta da Veiga (PSDB).

Na segunda etapa da eleição, o tucano foi votado por 64,27% dos eleitores e Dilma por 35,73%. Porém, Aécio não conseguiu transferir seus votos para Pimenta da Veiga, que perdeu a disputa para Pimentel na cidade por 47,41% a 45,14%. Em Minas foi a primeira vez que os candidatos petistas à Presidência e ao governo do Estado foram escolhidos pela maioria ao mesmo tempo.

Já o fenômeno “Lulécio” (voto casado em Lula e Aécio) aconteceu em 2002 e 2006. Há 12 anos, o ex-presidente Lula (PT) e o ex-governador de Minas Aécio Neves foram eleitos para seus primeiros mandatos com a maioria dos votos nos âmbitos estadual e municipal. Em 2010, o voto combinado foi chamado de “Dilmasia”. Em Minas Gerais, a presidente Dilma e o ex-governador Antonio Anastasia (PSDB) tiveram a maioria dos votos.

Naquele ano a diferença foi em Belo Horizonte. No primeiro turno da eleição presidencial, Dilma perdeu para Marina Silva, então no PV. No segundo turno, os belo-horizontinos optaram por José Serra (PSDB).

Peso-pesado. Votos entre petistas e tucanos pelos mesmos eleitores demonstram que os candidatos, independentemente da legenda à qual pertençam, são competitivos.

“A escolha evidencia que o eleitor optou pelo ator político e não pelo partido. Quando são candidatos fortes, mesmo de campos políticos opostos, isso acontece. A ocorrência do fenômeno é maior em Minas, mas é normal no Brasil também”, analisa o cientista político da Universidade Federal de Juiz de Fora Paulo Roberto Leal.

O professor argumenta que Dilma ainda navega na influência de Lula. “A reeleição de Dilma mostra que o lulismo é um fenômeno maior do que o petismo. Trata-se de um personalismo.”

No Estado
Opostos.
Aécio teve votação mais expressiva em Minas na cidade de Santa Rita do Sapucaí, na região Sul: 83,86%. Dilma foi a mais votada em Bonito de Minas, região Norte: 88,37%.

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