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No Acre

Marina diz ser contra o cerceamento à imprensa, mas defende a apuração

A candidata derrotada no primeiro turno também criticou a política econômica de Dilma e que irá voltar a militância socioambiental

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Marina Silva
Marina Silva ficou em terceiro no primeiro turno das eleições presidenciais
PUBLICADO EM 26/10/14 - 15h36

"Sou contra todo tipo de cerceamento ao livre trabalho da imprensa, mas também defendo a apuração das denúncias com rigor." Esta foi a declaração de Marina Silva (PSB) após ter votado em Rio Branco (AC) na manhã deste domingo (26).

A ex-senadora se referiu à decisão da Justiça Eleitoral, que vetou a veiculação de publicidade paga da última edição da revista "Veja" em rádio, TV, outdoor e internet. A reportagem de capa do semanário revelou que o doleiro Alberto Youssef afirmou em depoimento à Polícia Federal que Lula e Dilma tinham conhecimento do esquema de propina na Petrobras. Por causa da matéria, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também concedeu, em sessão extraordinária na noite deste sábado (25), direito de resposta ao PT.

Terceira colocada na disputa pela Presidência, Marina votou às 9h (12h em Brasília) acompanhada dos familiares. Apenas um pequeno grupo de militantes da Rede fez a recepção. Diferentemente do que ocorreu no primeiro turno, quando foi recepcionada e assediada pela militância de seu partido, desta vez Marina teve tranquilidade ao chegar na urna. O maior assédio ao chegar ao local da votação ocorreu por parte da imprensa. No Acre, o PSB decidiu apoiar a candidatura de Dilma Rousseff (PT), mesmo com a executiva nacional e a própria ex-senadora declararem apoio a Aécio Neves (PSDB).

Sobre o futuro político, Marina afirmou que voltará a sua militância socioambiental. Aos jornalistas ela ainda criticou a política econômica de Dilma. Para ela, o Brasil precisa retomar o crescimento e combater a inflação.

"O Brasil precisa fazer a lição de casa para reencontrar o crescimento, não podemos ficar na atual situação. É preciso políticas sérias de combate à inflação para não tirar o poder de compra das famílias mais humildes", disse.

Folhapress
Rádio Super

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