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Urnas deram dois recados: 'mudança e reforma', afirma Dilma

Presidente promete investigar caso Petrobras, lutar por reformas e anunciar medidas no próximo mês

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Próximo mandato. Dilma Rousseff disse que a principal palavra de seu novo governo será “diálogo” e pediu união do povo brasileiro
PUBLICADO EM 27/10/14 - 20h30
Em entrevista ao Jornal da Record, um dia após ser reeleita para o cargo, a presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou que as urnas deram dois recados fundamentais que devem nortear seu novo governo: mudança e reforma. Em referência a estas, prometeu lutar para fazer "todas elas" e destacou sua visão de que o país precisa ser mais moderno, inclusivo e produtivo.
"Mas vai ser também o país que valoriza o trabalho e a energia empreendedoras. Que vai olhar especialmente para os pobres, mulheres, negros e jovens. O foco fundamental será na educação, cultura, ciência e inovação", disse a presidente.
Dilma rechaçou todas as tentativas de tirar dela algum nome ou medida do futuro governo na área econômica. Disse que fará na hora certa. Não quis falar nem sobre o ministério da Fazenda nem sobre qualquer outro ministro.
"Não é o momento nem a hora. No tempo exato eu darei o nome e o perfil. De todos os meus ministros", avisou, de forma enfática e até áspera.
A presidente disse que investigará até o fim o escândalo da Petrobras e que "não ficará pedra sobre pedra".
"Vou me empenhar, doa a quem doer. Não vai ficar pedra sobre pedra. Quero todas as questões relativas a essa e outras investigações às claras. Eu tenho uma indignação com o que fizeram nessa última semana da campanha. Eu sou uma pessoa com uma trajetória política e uma integral dedicação à coisa pública. Jamais na minha vida houve uma única acusação. Não vou deixar essa acusação ser passado após a eleição", prometeu.
A presidente ainda atribuiu a derrota em São Paulo ao fato de o eleitor daquele Estado não ter sido devidamente informado da gravidade da falta d'água por lá. Em crítica velada à imprensa, ao ser questionada se foi a mídia que escondeu o caso, destacou: "Me explica como e porque uma crise daquela proporção não se reflete numa campanha eleitoral? Eu não compreendo. Só posso atribuir ao fato de ela não ter sido iluminada. Os refletores não foram colocados", reclamou.
A petista conclamou por diversas vezes o país a se unir, citou forças sociais, produtivas e até o mercado financeiro. Reconheceu que haverá mudanças, mas não adiantou se há cortes ou medidas impopulares no horizonte.
Alguns minutos depois, no entanto, em entrevista ao "Jornal Nacional", da "TV Globo", Dilma ao menos deu um prazo para anunciá-la: "Pretendo fazê-lo até o final do ano. Nesse mês que começa agora, na próxima semana", avisou.
Na segunda entrevista, a presidente prometeu fazer as reformas que o país precisa.
"Recebi um conjunto de setores da sociedade, que vão desde a CNBB, passando pela OAB< todos os movimentos sociais e a juventude. Que inclusive me entregou uma lista que vai ser entregue ao Congresso propondo que se faça um processo de consulta popular. Esse processo é essencial para se fazer uma reforma política. Muitos setores têm como base a proibição de contribuições empresariais. Tem várias propostas na mesa. A oposição fala muito em fim da reeleição. Tudo isso deve ser avaliado pela população", disse.
A presidente defendeu suas ações na área tributária e afirmou que a reforma no setor precisa ser aprofundada.
"É impossível continuar com a sobreposição e com a guerra fiscal", reconheceu.

 

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