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Moradia e transporte são desafios de Uberlândia, 2ª maior cidade de MG

Os bairros de periferia sofrem com a falta de acesso aos serviços públicos, um retrato que remete a origem do município, sempre ligado a uma grande concentração fundiária

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Uberlândia
Moradia e transporte são desafios de Uberlândia, segunda maior cidade do Estado
PUBLICADO EM 20/07/16 - 06h48

Segundo município mais populoso de Minas Gerais, Uberlândia, no Triangulo Mineiro, enfrenta questões fortemente ligadas a posse das áreas de moradia e ao transporte. Esse ponto de vista é compartilhado pelos professores Leonardo Barbosa e Edilson José Graciolli, ambos da Ciência Política da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Barbosa conta que os bairros de periferia sofrem com a falta de acesso aos serviços públicos, um retrato que remete a origem do município, sempre ligado a uma grande concentração fundiária. "Isso vem da forma com que a cidade foi construída, de como os loteamentos foram feitos. Eles tornaram uma cidade com muita desigualdade espacial, então uma reforma urbana seria muito importante.

Craciolli aponta que foi adota um modelo de crescimento urbano que dá prioridade para a especulação imobiliária, que entre os anos de 1970 e 2010 se concentrou em grandes imobiliárias e proprietários urbanos. "Eles multiplicaram, de forma muito suspeita, suas propriedades, por meio do que se convencionou chamar grilagem. O solo urbano se destinou a ser estoque de valor, ao invés de cumprir sua função social, prevista na Constituição Federal", argumenta.

Os dois estudiosos vêem que a questão habitacional se desdobra na relação com o transporte público, estruturado na mobilidade individual e não no coletivo. "Há uma lacuna para se pensar e se efetivar uma cidade que não priorize o automóvel, mas o transporte coletivo, os pedestres e as bicicletas", diz Craciolli. Bastos lembra que este problema é típico de cidades com porte entre o médio e o grande, com grande dependência de seu hiper-centro.

Barbosa e Graciolli também alertam para a existência de grupos políticos voltados para atender às demandas de poderosos grupos locais e não da população. "Temos ranços de coronelismo, de uma oligarquia muito arraigada na cidade", explica Barbosa.

Graciolli vê que, para atender os interesses dessa oligarquia, o sistema municipal de saúde público foi levado a uma prática privatista. Para ele, o problema da saúde pública é o maior problema que a cidade enfrenta e que só pode ser superado pela ação conjunta entre União, Estado e Município.

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