Cultura
Eleições em BH: Rodrigo Paiva diz não ver necessidade da PBH bancar o Carnaval
Candidato quer, ainda, concluir o projeto arquitetônico da Pampulha
25/09/20 - 17h52
Ao abordar temas e propostas relacionadas à cultura em Belo Horizonte, o candidato ao Executivo pelo partido Novo, Rodrigo Paiva, afirma não ver a necessidade de o Carnaval ser bancado pelo dinheiro público na capital. O postulante à prefeitura, ressaltou, entretanto, ser um entusiasta da festa e que ajudaria na viabilização de espaços e patrocínios.
“A PBH vai apoiar, se for necessário para que aconteça, viabilizando espaços, mas eu acredito que é possível fazer um Carnaval sem depender de recursos do Estado, acredito muito nisso e vou ajudar a viabilizar que empresas patrocinem, é um dos nossos grandes objetivos, não só do Carnaval, mas outras manifestações culturais, como a nossa festa junina que é fantástica”, afirmou o candidato que propôs difundir essas festas com o intuito de atrair novos visitantes à cidade.
Como forma de atrair ainda mais turistas para a capital, Paiva pretende concluir o projeto arquitetônico da Pampulha. “Falta uma obra projetada por Oscar Niemeyer, que é um hotel. Vou fazer de tudo para completar o trabalho iniciado por JK", afirmou à reportagem.
No plano de governo apresentado à Justiça eleitoral, Rodrigo Paiva considera que a cidade se tornou refém apenas do Carnaval e que vai buscar novas modalidades de eventos no município. Para isso, ele planeja criar a Secretaria de Cultura, Turismo e Economia Criativa, que vai contar com o desenvolvimento e fortalecimento dos setores de artes, audiovisual, patrimônio cultural, gastronomia, moda, design, arquitetura, tecnologia e conteúdos digitais, entre outros. “Por que eu coloquei a cultura e turismo (na secretaria)? Estamos acostumados a sempre receber recursos do governo, mas podemos ter quem gere riquezas por eles mesmo”, explicou.