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Maioria dos mineiros diz que não usaria droga se fosse legalizada

Índice dos que rejeitam experimentar substâncias é de 95,8% no Estado

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Marcelo Ferreira
O comerciante Marcelo Ferreira disse nunca ter usado drogas e afirma que, mesmo que legalizadas, não usaria nenhuma
PUBLICADO EM 30/04/18 - 03h00

A maioria esmagadora dos mineiros entrevistados pela pesquisa Minas no Brasil 2018 (95,8%) afirmou que, mesmo se as drogas hoje consideradas ilegais fossem liberadas, não faria consumo dessas substâncias. Apenas 4,2% das pessoas ouvidas pelo levantamento afirmaram que poderia utilizar alguma das drogas se fossem legalizadas. 

Favorável à descriminalização, a advogada Cristiane Diezeck, de 44 anos, dá uma explicação curiosa de por que não experimentaria a maconha. “Eu não usaria, até porque a maconha te faz ficar mais tranquila e eu já sou supertranquila, então eu ficaria bem lerda”, conta, aos risos.

Entre os entrevistados, os mais propensos a usar drogas caso as substâncias fossem legalizadas são, principalmente, os mais jovens, entre 18 e 34 anos, e as pessoas das classes A e B.

Por outro lado, os entrevistados de idade superior a 45 anos são os que estariam menos interessados em consumir drogas caso elas fossem legalizadas. Só 1,4% diz que o faria. Outro grupo bem refratário ao uso legal é formado por pessoas de idade entre 35 e 44 anos, com apenas 1,8% afirmando que experimentaria drogas se houvesse descriminalização.

O comerciante Marcelo Ferreira, de 71 anos, também diz que não usaria qualquer tipo de drogas nesta situação. “Não usaria nenhuma droga nem se fosse legalizada. Isso não existe, faz muito mal, tira a pessoa dela mesmo”, afirma. 

Pontos de venda. A pesquisa também apurou com os mineiros sobre que tipo de estabelecimento seria o mais adequado para comprar drogas caso elas fossem legalizadas. Segundo a maioria dos entrevistados, as farmácias, com 48,4%, e estabelecimentos específicos para a venda de drogas, com 45,8%, seriam os locais considerados mais adequados para esse tipo de comércio.

Também foram citados postos do governo (32,4%) e boates (27,2%). A opção “qualquer estabelecimento” foi a que recebeu menor apoio: 15,3%.

Menos de vinte a cada cem já experimentaram entorpecentes

Ao todo, 16,6% dos entrevistados pela pesquisa afirmaram já ter experimentado algum tipo de droga, sendo que a grande maioria destes não permaneceu sendo usuário. São 15,4% os que apenas experimentaram, com destaque para os homens, pessoas das classes A e B, com idade menor a 45 anos e que não são evangélicos ou católicos. 

Os usuários ativos, que continuam consumindo drogas hoje consideradas ilegais, correspondem a apenas 1,2% e são principalmente jovens, com idade entre 18 e 34 anos, das classes A e B. Este grupo também, em ampla maioria, não é católico ou evangélico.

O maior pico de entrevistados que confirmaram ainda consumir drogas ilegais são os que não são católicos ou evangélicos: 4,3%.

Ranking das substâncias

A mais usada. Segundo a pesquisa Minas no Brasil de 2018, entre os mineiros que afirmaram já terem consumido drogas, a substância mais citada foi a maconha. Os dados do levantamento mostram que 92% desses afirmam terem utilizado essa droga. 

Outra. A segunda droga mais citada por esse grupo foi a cocaína. A pesquisa mostra que 29% dos mineiros que revelaram já ter consumido drogas citaram o pó como exemplo de substância utilizada. 

Resto. As drogas citadas depois apresentaram números menores. As sintéticas ficaram em terceiro lugar, com 19,1%, crack com 5,6% e lança perfume/loló com 2,2%. 

Receosos. 0,5% dos entrevistados preferiram não identificaram qual droga usaram.

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