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Produção e uso medicinal da maconha têm amplo apoio dos mineiros

Dos entrevistados, 84,4% se mostraram favoráveis à liberação da droga para esse fim

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Thaís Schneider
A dentista Thaís Schneider têm dúvidas se a maconha realmente traria benefícios medicinais
PUBLICADO EM 30/04/18 - 03h00

Citada por pesquisas e estudos como benéfica em casos de dores crônicas, ansiedade e até em situações raras de Alzheimer, o uso de substâncias oriundas da maconha é debatido em todo o mundo. E, segundo a pesquisa Minas no Brasil 2018, é essa a única pauta em que a maioria dos mineiros questionados pelo levantamento é favorável à legalização. 

Dos entrevistados pela pesquisa, 84,4% se mostraram favoráveis à liberação do uso e da produção de maconha para fins medicinais – com foco no tratamento de doenças. Outros 15,6% se mostraram contra a questão, principalmente pessoas mais velhas, com idade acima de 45 anos, das classes C, D e E, e pessoas de religião evangélica.

Para a dentista Thaís Schneider, de 27 anos, a legalização para esse tipo de uso faz sentido apenas se, de fato, as pesquisas comprovarem os benefícios medicinais do uso da maconha. “Sou a favor dependendo do caso. Se as pesquisas comprovarem que a maconha traz benefícios, acho que seria, sim, a favor. Mas sem essa pesquisa, sem essa comprovação, não tem por que legalizar dessa maneira”, explica. 

Na América Latina, México, Colômbia, Chile, Uruguai e Argentina já aprovaram leis autorizando o cultivo e o uso da maconha para fins medicinais e científicos. O Peru, em novembro de 2017, também atualizou a legislação para autorizar esse tipo de consumo. 

“Sou a favor da legalização para uso medicinal desde que as pessoas realmente precisem utilizar para esse lado bom. Aí faz sentido”, argumenta a economista Vanderleia Reis, de 38 anos. 

Veja AQUI gráficos que mostram o debate sobre o uso recreativo e medicinal da maconha.

Diferenças. Para 32,4% dos entrevistados, a legislação sobre a maconha deveria ser diferente das outras drogas, como crack e cocaína, no sentido de ser mais branda e permissiva.

Para 44% dos consultados, no entanto, as normas deveriam ser as mesmas para todas as drogas. Nesse índice, se destacam, sobretudo, pessoas das classes C, D e E, além dos evangélicos.

Outros 13% dos mineiros ouvidos pela pesquisa acreditam que, na verdade, a legislação da maconha deveria ser diferentes da de outras, porém as penas deveriam ser mais duras do que são atualmente.

Plantio para consumo é rejeitado por 60%

A maioria dos mineiros entrevistados pela pesquisa é contra a liberalização do plantio de drogas para consumo próprio. Ao todo, 60,5% desses cidadãos se mostraram contrários à questão, principalmente pessoas das classes C, D e E, com idade acima de 45 anos e de religião evangélica.

Outros 15,6% afirmaram ser favoráveis a liberação do plantio dessas drogas em casa e para consumo próprio, enquanto 23,9% também concordam, desde que esses usuários fossem cadastrados para, assim, plantar.

Na avaliação do programador Lucas Marcelo, de 32 anos, este seria o cenário ideal para uma legalização do plantio. “Acho que seria bom ser cadastrado, uma regulamentação boa, um controle maior sobre quem faz e sobre como estão fazendo, até para evitar abusos e utilização indevida”, argumenta.

As pessoas com idade entre 35 e 45 anos se mostraram as mais favoráveis à legalização do plantio, enquanto os mais velhos são contrários (74,5%). Os nã católicos e não evangélicos também, em maioria, aprovariam o plantio. Membros das classes A e B também ficaram em maioria nesta questão, enquanto quem é da C, D e E é, em geral, contrário a qualquer tipo de liberação.

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