Recuperar Senha
Fechar
Entrar

CERIMÔNIA

Emoções, surpresas e diversidade marcarão abertura das Paralimpíadas

Diferentemente dos Jogos Olímpicos, quando contou-se a história do Brasil, as Paralimpíadas terão como tema “O coração não conhece limites

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Amy Purdy
Amy Purdy, que será uma das estrelas da festa, guarda a sete chaves as surpresas de sua apresentação
PUBLICADO EM 02/09/16 - 21h21

Emoção, surpresas e uma grande festa para mostrar que os atletas com deficiências podem fazer qualquer coisa. Esses são alguns dos acontecimentos que estarão presentes na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. Nesta sexta-feira, o Comitê Organizador da Rio 2016 concedeu uma coletiva de imprensa para informar sobre alguns detalhes do evento.

Diferentemente dos Jogos Olímpicos, quando a abertura contou a história do Brasil, as Paralimpíadas (sem essa obrigatoriedade), terão como tema “O coração não conhece limites”, que vem da expressão inglesa “everybody has a heart”, cuja tradução tem dois significados: “todos os corpos têm um coração” ou “todos temos um coração”.

Como ritmo bem brasileiro, o samba será um dos destaques. Outro ícone da festa será a americana Amy Purdy, medalha de bronze no snowboard nos Jogos de Inverno de Sochi, em 2014, e participante do programa “Dança dos Famosos”, nos Estados Unidos. Ela terá uma apresentação por cerca de cinco minutos e ainda será responsável por uma surpresa.

“Eu estou muito empolgada, é uma oportunidade incrível. Só de vir ao Brasil e experimentar a cidade, as pessoas, tem sido incrível. Tenho uma performance meio longa, de quatro a cinco minutos. É desafiadora para mim, porque estive num programa “Dança dos Famosos” e tínhamos um parceiro em quem confiar. Eu desafio meus limites agora, porque estou sozinha. Aliás, é um número solo, mas tenho um parceiro especial em determinado momento que não posso revelar. A mensagem é que o espírito humano e a tecnologia podem trabalhar juntos. Apesar de o espírito humano ser mais importante, no mundo paralímpico, precisamos dos dois. Minha performance tenta mostrar como esses dois trabalham juntos”, comenta Amy.

Marcelo Rubens Paiva, um dos diretores criativos do evento e que ficou paraplégico aos 20 anos após saltar em um lago e fraturar uma vértebra (a quinta cervical) do pescoço ao chocar a cabeça em uma pedra, revela que o tema será adaptação e que terá muito humor.

“Comecei a me apaixonar pela Paralimpíada na Grécia, quando fui como repórter. Não conhecia o nível da alta performance desses atletas, passei a conviver com eles e a respeitá-los como heróis. A partir da Grécia, as cerimônias paralímpicas ganharam outro sentido. Passou a ser outra cerimônia, focada no esporte e na causa paralímpica. É um novo mundo. Antes, se via o homem como um padrão, hoje se vê o homem como múltiplos formatos”, conta.

“Acho mais legal a cerimônia paralímpica que a olímpica. A olímpica lida com contar a história do país, estar ligado a elementos iconográficos, Santos Dumont, Carmem Miranda, portugueses, escravos, industrialização. Nós estamos ligados à condição humana. Quando o Fred (Gelli) falou: “ah, porque a superação”. Eu falei: “Não, espera, superação não”. Não é superação, é adaptação. E conversamos com alguns atletas que falavam exatamente isso. Após meu acidente, aprendi que há humor entre deficientes. Nossa cerimônia terá humor também”, completa.

Outro ponto alto da cerimônia, que terá 2h45 min de duração, será uma roda de samba com presenças ilustres como Diogo Nogueira, Hamilton de Holanda, Xande de Pilares, Pretinho da Serrinha e seu sobrinho Pedrinho da Serrinha, Monarco, Maria Rita, e Gabrielzinho do Irajá, que é cego, entre outros.

As projeções, que ocorreram nas Olimpíadas, também estarão presentes nas Paralimpíadas, assim como os protocolos oficiais, como referências aos símbolos paralímpicos, o hasteamento da bandeira por membros das Forças Armadas e os discursos, apenas em inglês e português (o francês, dos anúncios, não será usado). Falarão na cerimônia o presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Philip Craven; o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman; e um representante da Presidência da República, já que a presença de Michel Temer ainda não foi confirmada.

Rádio Super

O que achou deste artigo?
Fechar

CERIMÔNIA

Emoções, surpresas e diversidade marcarão abertura das Paralimpíadas
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório
Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter
Log View