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Cidade Jardim

Escola incentiva as pedaladas 

Na Casa Viva, os alunos escolheram trabalhar o tema mobilidade, com foco nas bicicletas

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TEMPO DE BIKE
Ação. Estudantes farão vídeo sobre as possibilidades de transporte e planejam realizar bicicletadas para convidar a sociedade a refletir
PUBLICADO EM 02/05/15 - 03h00

Na garagem da escola, nenhum carro. Por lá, só a bicicleta doada por um dos alunos, os skates deles e as mesas e cadeiras preparadas para a aula de mobilidade urbana. A bicicleta se tornou personagem principal das discussões dos estudantes da Casa Viva e é vista como alternativa para diminuir o impacto dos carros nas instituições de ensino da capital.

Com uma pedagogia diferente, a escola, que funciona em um casarão no bairro Cidade Jardim, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, deixa que os alunos escolham, anualmente, uma matéria com tema livre, que eles gostariam de estudar. Neste ano, eles optaram por mobilidade urbana e deram início a um projeto para pensar e desenvolver alternativas ao carro como meio de transporte.

“A escolha mostra que já temos uma geração preocupada com a mobilidade na cidade, principalmente porque as ruas estão no limite da quantidade de carros”, disse o professor da disciplina, Guto Borges, 33.

Veja o vídeo com o professor e alunos da escola:

Nas aulas dele, a cultura da bicicleta na cidade é transmitida não apenas como meio de transporte, mas também como conhecimento. “O trabalho é formar cidadãos e construir um respeito mútuo nas vias de trânsito. Além disso, é importante discutir a segurança dos alunos no trânsito e se desfazer de mitos como o que diz que a cidade tem muito morro ou que os alunos vão chegar cansados na escola”, afirmou Borges.

FOTO: MOISES SILVA
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Borges: “Objetivo é promover a cultura da bicicleta entre alunos”

As aventuras do músico escocês David Byrne, que usa a magrela como principal meio de locomoção pelo mundo, foram parte das aulas, que agora vão sair da teoria e ser aplicadas na prática. Nos próximos dias, os estudantes, com idades entre 15 e 18 anos, farão um vídeo sobre as possibilidades de transporte. Além disso, é intenção da escola fazer bicicletadas durante os eventos, construir um bicicletário e realizar oficinas abertas à comunidade para conserto das magrelas.

Outra ideia é construir, junto aos alunos, uma frota de bicicletas compartilhadas para serem usadas na ida e na volta da instituição. O aluno Bruno Assis, 18, doou a primeira bike. “Ela estava parada lá em casa, e a melhor coisa que fiz foi trazê-la para cá. Já teve aluno que pegou e voltou para casa nela, além disso, incentiva outros alunos a doarem”, disse. Ele também já doou um skate para ser compartilhado na escola.

A disciplina também fez com que Júlia Rezende, 18, refletisse sobre a ocupação da cidade. Para ela, além de ser um meio de transporte muito particular, o carro impede as pessoas de conhecerem a cidade totalmente. “Belo Horizonte tem muito a oferecer, e de bicicleta fica muito mais fácil conhecê-la. Eu espero que a gente consiga levar isso para outras escolas e que as pessoas passem a refletir mais sobre a mobilidade”, afirmou.

Incentivo. Na avaliação do educador e professor aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Gildo Scalco é importante trabalhar a ideia de mobilidade urbana nas escolas desde cedo. “As pessoas têm mania de respeitar apenas os veículos maiores no trânsito e achar que os menores, como a bicicleta, não são importantes, e isso é resultado de educação falha, que não reconhece o direito dos outros”. Para ele, a falta de infraestrutura é outro problema. “A cidade foi pensada para o carro e, agora, o espaço para bicicleta tem que ser criado”, disse.

Mais incentivo

Iniciativas. Outras ideias, como a implantação de zonas 30 (km/h) no entorno da escola, campanhas educativas e organização de um “dia de bike à escola” são pensadas pela Casa Viva.

Pesquisa

Pesquisa. O colégio Magnum Cidade Nova, no bairro Nova Floresta, na região Nordeste de Belo Horizonte, recebeu, neste mês, um questionário da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) sobre os meios de transporte utilizados pelos alunos, pais, professores e funcionários para ir à escola em todos os dias da semana. O colégio ainda não fez o balanço dos resultados da pesquisa.

Objetivo. De acordo com a BHTrans, o questionário faz parte de uma pesquisa interna do órgão, que é realizada pontualmente, com o objetivo de obter informações para propor melhorias na mobilidade do trânsito no entorno de empreendimentos que geram algum tipo de impacto, como hospitais, shoppings e escolas. Segundo a BHTrans, os dados do colégio ainda não foram analisados.

Mapa dos amantes da bicicleta

Para incentivar o uso da bicicleta e ajudar os ciclistas a encontrarem locais para levar a magrela, criamos o Mapa dos amantes da bicicleta, que traz uma série de informações para o segmento. Os ciclistas que quiserem podem contribuir basta enviar um e-mail para portal@otempo.com.br, enviar mensagens por inbox no nosso perfil do Facebook ou mesmo mandar uma mensagem pelo nosso Whatsapp no número (31) 9827-4455.

 

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