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Devastação

Ararinha-azul, do filme ‘Rio’, é declarada extinta na natureza

Estudo conclui que nenhum exemplar da espécie foi visto nas florestas desde o ano 2000

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Ficção. Cena do filme ‘Rio 2’ mostra ararinhas na Amazônia

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PUBLICADO EM 11/09/18 - 03h00

Um dos maiores símbolos da fauna brasileira, a ararinha-azul – famosa pelo filme “Rio” e “Rio2” –, já é considerada extinta na natureza. Na prática, isso significa que a espécie não pode ser mais encontrada no modo de vida selvagem. A última vez que um exemplar da ave foi visto nas florestas brasileiras foi no ano 2000.

A constatação veio de um estudo que durou oito anos, coordenado pela BirdLife International, responsável pela classificação de aves na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, da sigla em inglês). A entidade recomenda a reclassificação de categoria desses animais.

Embora tenha sido dizimada na natureza, existe uma esperança para espécie. Cerca de 170 indivíduos estão vivos em criadouros espalhados pelo mundo, sendo os dois principais deles localizados no Estado da Bahia.

Em junho, o governo federal anunciou a criação da Área de Proteção Ambiental da Ararinha Azul e o Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha Azul, ambos para um projeto de reintrodução da espécie. “O ciclo da ararinha-azul na natureza selvagem é finito, mas estamos trabalhando para que esse quadro mude dentro de alguns anos”, afirma Albert Aguiar, coordenador de projetos da ONG da Save Brasil, braço da BirdLife International.

Estratégia. A previsão é que os 170 indivíduos sejam reintegrados à natureza a partir de 2021. “Eles serão acompanhados e, devido à sua importância, uma nova avaliação deve ser feita três anos depois. Nosso objetivo é que a espécie seja repassada para a categoria “criticamente em perigo”, ou seja, que corre risco, mas que pode ser vista livre de novo”, explica o coordenador.

De acordo com Aguiar, há a suspeita que uma ararinha-azul tenha sido filmada na natureza há dois anos, na Bahia, o que não foi confirmado. “O que vemos no vídeo parece ser um exemplar da espécie. Só que, infelizmente, o material não pôde ser usado como prova pela falta de determinados critérios. Mas, quem sabe, não era mesmo?”, diz, esperançoso.

Outras quatro espécies nativas do Brasil estão totalmente extintas: o gritador-do-nordeste (Cichlocolaptes mazarbarnetti), o limpa-folha-do-nordeste (Philydor novaesi), o caburé-de-pernambuco (Glaucidium mooreorum) e a arara-azul-pequena (Anodorhynchus glaucus).

 

Ação combate desmatamento em 16 Estados

São Paulo. Unidades do Ministério Público de 16 Estados deflagraram nesta segunda-feira (10) uma operação nacional para combater desmatamentos em áreas Mata Atlântica. A previsão é que Operação Nacional Mata Atlântica dure até esta quarta-feira (12).

Em Minas Gerais e no Ceará, as ações devem se estender por um dia a mais. A Operação Nacional Mata Atlântica busca a proteção e a recuperação do bioma a partir da identificação das áreas degradadas nos últimos anos e dos responsáveis pelas agressões, para cobrar a reparação dos danos e outras medidas compensatórias.

A fiscalização será conduzida e coordenada por equipes formadas por representantes dos Ministérios Públicos, órgãos públicos ambientais e polícias ambientais de cada Estado participante, a partir da organização e planejamento idealizados pelo Ministério Público do Paraná. Os resultados da operação serão apresentados na próxima quinta-feira, dia 13.

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