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Cientistas descobrem planeta que pode ter formas de vida

Situado fora do sistema solar e batizado como “K2-288Bb”, ele possui dois astros como o Sol; ele foi encontrado em região que pode ter água

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K2-288Bb
O recém-descoberto K2-288Bb, ilustrado pela Nasa nesta imagem, tem o dobro do tamanho da Terra
PUBLICADO EM 10/01/19 - 03h00

Não é de hoje que a humanidade busca formas de vida fora da Terra. Nessa corrida incessante, cientistas cidadãos – ou seja, não ligados a universidades, mas apenas a um projeto, chamado Exoplanet Explorers – localizaram um planeta, com o dobro de tamanho da Terra e fora do sistema solar, que pode conter vida. A descoberta foi publicada no periódico “The Astronomical Journal”.

Chamado de “K2-288Bb”, o corpo celeste está localizado em uma região conhecida como “constelação de Taurus”, a 226 anos-luz da Terra. Segundo a equipe de pesquisadores, um ano nele equivale a aproximadamente 31,3 dias terrestres.

O K2-288Bb se encontra numa categoria recentemente reconhecida, chamada “gap radius”. Ele está dentro da Goldilocks (ou zona habitável), região do espaço ao redor de uma estrela onde o nível de radiação emitida por ela permitiria a existência de água líquida na superfície, sem que os oceanos fervessem (pela pouca distância do astro) ou congelassem (por estarem longe demais).

Os cientistas acreditam que o K2-288Bb possa ser rochoso ou rico em gás, semelhante ao planeta Netuno. Dentro do seu sistema existem duas estrelas, sendo a menor delas orbitada pelo corpo celeste. A mais brilhante tem cerca de metade da massa e tamanho do Sol, enquanto sua companheira apresenta um terço das medidas.

A proximidade do planeta com os dois astros não significa necessariamente que se propicie na superfície o mesmo nível de calor do Sol no nosso sistema solar. Ainda assim, os pesquisadores sugerem que o corpo celeste possa receber energia suficiente para conter vida – isso se não receber muita radiação das duas estrelas.

“É uma descoberta muito interessante devido à forma como foi feita; sua temperatura de equilíbrio, que provavelmente é semelhante à da Terra; e porque planetas desse tamanho parecem ser relativamente incomuns”, escreveu no artigo a estudante Adina Feinstein, uma das principais autoras da pesquisa.

Início. A equipe de cientistas iniciou as observações de acompanhamento do planeta ainda em maio de 2017, usando o Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, além do telescópio Kepler, também da Nasa, do Keck II, do Observatório W.M. Keck. Eles também examinaram outras informações originais da missão Gaia, da Agência Espacial Europeia.

Segundo os pesquisadores, este é o terceiro sistema planetário em trânsito identificado pelo programa Exoplanet Explorers, e sua descoberta exemplifica o valor da ciência cidadã.

Com defeito. A Nasa divulgou que uma das câmeras do Hubble, importante instrumento do telescópio, parou de funcionar e só será consertada após a retomada das atividades do governo americano.

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