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Cientistas ‘hackeiam’ cérebro para melhorar processo de memória

Pesquisadores acreditam que estudo pode ajudar a tratar Alzheimer

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Cirurgia experimental. Paciente foi operado para inclusão de eletrodo com código matemático que restaura a memória
PUBLICADO EM 16/05/18 - 03h00

Pessoas que têm dificuldade para se lembrar de coisas ou produzir novas lembranças, por causa de um derrame, lesão cerebral ou doença como Alzheimer, podem um dia se beneficiar dos resultados surpreendentes de um novo estudo que ajudou alguns pacientes a criar memórias. Duas equipes de cientistas da Universidade de Wake Forest e da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveram um método para hackear o cérebro e, assim, descobrir ou revelar os códigos neurais envolvidos na codificação de uma nova memória. 

O objetivo é escrever um código matemático para usar na impulsão cerebral, a chamada “memória protética”. “Estamos tentando contornar ou apoiar a memória normal e a função de codificação no cérebro”, explicou o professor Ted Berger, principal autor do estudo, ao site CBS.

No experimento, um pequeno grupo de pacientes com epilepsia – que não podiam ser controlados com produtos farmacêuticos – estava envolvido em um projeto de pesquisa que implantaria um eletrodo no cérebro para rastrear a localização de suas convulsões. Eles permitiram que Hampson e sua equipe pegassem carona no projeto de pesquisa de memória protética. Vale lembrar que crises epilépticas descontroladas podem levar a problemas de memória. 

Os pacientes participaram de um jogo envolvendo memória enquanto eletrodos inseridos na região do hipocampo registravam a atividade das células cerebrais. Elas pareciam disparar de acordo com um padrão único de código. Usando os códigos únicos dos pacientes, Berger projetou um modelo matemático que prevê como eles são disparados para formar uma memória bem-sucedida. “O conteúdo da memória é colocado em um código digital, e o hipocampo é a parte do cérebro que cria esse código digital”, afirmou o cientista.

Tendo os códigos únicos dos pacientes como base, os pesquisadores projetaram um modelo matemático que prevê como esses sinais eram disparados para formar uma memória bem-sucedida. Usando os eletrodos, Hampson e sua equipe jogaram o código único de cada participante de volta a seu próprio cérebro. Como resultado, eles impulsionaram a memória de curto prazo do paciente em 37% e, em um segundo teste, aumentaram sua memória de longo prazo em 35%.

De acordo com a equipe responsável pelo projeto – que é financiado pelo Departamento de Defesa dos EUA –, estudos com grupos maiores de pacientes precisam ser feitos para replicar os resultados. A esperança é que, se os benefícios forem confirmados, um dia, um minúsculo marca-passo seja implantado no cérebro dos pacientes para ajudar no processo de memória.

 

Transferência de conhecimento

Passar uma memória de um cérebro para outro parecia ficção, até uma descoberta ser feita por biólogos da Universidade da Califórnia, nos EUA. Eles conseguiram transferir lembranças entre caracóis marinhos da espécie Aplysia, cujos processos celulares e moleculares funcionam relativamente de forma semelhante à dos seres humanos. 

Para chegar ao resultado, a equipe de cientistas deu choques elétricos leves na cauda de alguns animais. Em seguida, extraíram o RNA deles e injetaram em lesmas que não passaram pelo procedimento. Todos os sete caramujos reagiram aos estímulos diante de uma situação de perigo da mesma forma que os outros.

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Desafio. “Estamos tentando contornar ou apoiar a memória normal e a função de codificação no cérebro”, disse o cientista Ted Berger.

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