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Bem-estar

Cuidadores de idosos também precisam ficar atentos à própria saúde 

Livro narra histórias para ajudar a troca de experiências sobre a atividade

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Zelo. Cuidados com idosos, seja por um membro da família ou não, requer paciência devido ao desgaste emocional
PUBLICADO EM 24/03/14 - 03h00

Nova York, EUA. Paul Divinigracia não se considera um santo. Contudo, quem o vê cuidando da mulher, Virgie, que sofre de Alzheimer há 11 anos, pode ter a impressão contrária. O casal Divinigracia comemorou o aniversário de 50 anos de casamento em agosto do ano passado. Aos 75 anos, Paul Divinigracia ainda chama a mulher de 87 de “meu bem”, e não há dúvidas de que ele esteja sendo sincero, mesmo depois de responder a mesma pergunta dez vezes em poucos minutos.

A paciência, ele afirmou, é a palavra de ordem para sua existência. “Nós damos muita risada – o riso certamente ajuda”, disse.

Ninguém duvida que ser um cuidador em tempo integral para um membro da família com Alzheimer ou qualquer outro tipo de demência exija ajustes constantes. Novos desafios surgem a todo momento. O último enfrentado por Divinigracia é tentar convencer a esposa a tomar banho. “Às vezes eu ofereço uma recompensa, como dizer a ela que vamos almoçar ou jantar em um restaurante que não nos deixa entrar a menos que estejamos cheirando bem”, disse.

Divinigracia poderia facilmente ser uma das pessoas retratadas nas 54 histórias do livro “Support for Alzheimer’s and Dementia Caregivers: The Unsung Heroes” (“Apoio aos cuidadores de pacientes com Alzheimer e demência: Os heróis desconhecidos”, em tradução livre), de Judith L. London. A autora, que atua como psicóloga no Estado norte-americano da Califórnia, baseou cada uma das histórias em situações enfrentadas por cuidadores que conheceu, oferecendo sugestões que poderiam ajudar outras pessoas.

Os desafios incluem convencer os pacientes e outros parentes de que algo realmente está faltando, que os lapsos não são apenas o resultado do declínio gradual na memória, que pode acompanhar o envelhecimento, assim como cuidar para que pessoas com algum tipo de demência não saiam de casa despercebidas e se percam.

Judith se preocupa com o estresse enfrentado pelos cuidadores. Segundo a Universidade de Stanford e da Associação do Alzheimer, mais de 15 milhões de pessoas fornecem cuidados gratuitos a parentes ou amigos com doença de Alzheimer e outras formas de demência. Diversos estudos mostram que o estresse da tarefa pode aumentar o risco de uma série de doenças e até mesmo de morte.

“Continuar de bom humor me ajuda a permanecer equilibrado”

Paul Divinigracia, 75

Cuidador da mulher, Virgie, que sofre de Alzheimer

 

Flash

Memória. No livro, Judith London conta a história de uma mulher que pegou um ramo de alecrim durante um passeio pelo lago. O cheiro lembrou o marido de como ele gostava de frango com alecrim, e ele disse sua primeira frase completa em meses.

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