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Desequilíbrio climático causou mais de 11 mil mortes em 2017

Eventos extremos como chuvas, secas, deslizamentos e furacões provocaram prejuízo de US$ 375 bi

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Polônia. Participantes da Conferência do Clima nas estações de trabalho na cidade de Katowice
PUBLICADO EM 05/12/18 - 03h00

São Paulo. Eventos extremos como secas e chuvas intensas, com deslizamentos de terra, têm sido cada vez mais frequentes no mundo e têm provocado cada vez mais vítimas e danos econômicos. É o que mostra a nova edição do Índice Global de Risco Climático, elaborado pela organização Germanwatch e lançado nesta terça-feira (4), na Conferência do Clima da ONU que ocorre em Katowice (Polônia).

O ano passado, de acordo com o levantamento, foi o campeão em perdas relacionadas ao clima. Pelo menos 11,5 mil pessoas morreram em decorrência de eventos climáticos extremos, que levaram a prejuízos de cerca de US$ 375 bilhões. O principal vetor das perdas e danos foi a temporada de furacões particularmente forte que atingiu o Mar do Caribe.

Tanto que Porto Rico e Dominica foram os países que, respectivamente, ocupam o primeiro e o terceiro lugar no ranking. Ambos foram fortemente atingidos pelo furacão Maria, um dos que mais causou mortes e prejuízos. “Tempestades recentes com níveis de intensidade nunca antes vistos tiveram impactos desastrosos”, afirmou David Eckstein, da Germanwatch, principal autor do índice, em comunicado distribuído à imprensa.

O segundo país no ranking foi o Sri Lanka. Lá, chuvas excepcionalmente fortes causaram inundações que mataram 200 pessoas e deixaram centenas de milhares de pessoas desabrigadas. Esse tipo de evento – tempestades e suas diretas implicações, como inundações e deslizamentos de terras – foi a principal causa de dano em 2017. Entre os dez mais afetados, quatro foram atingidos por ciclones tropicais.

Apesar de os países em desenvolvimento estarem entre os mais afetados e também serem os que mais têm dificuldade para se recuperar (oito dos dez mais afetados são nações com baixa renda), o aumento do risco também se observa em países ricos. Portugal, por exemplo, passou da 51ª posição no ranking em 2016 para a 11ª na edição deste ano, por causa dos incêndios florestais.

O Brasil teve no ano de 2017 um período atipicamente baixo em desastres naturais e apresentou uma melhora no ranking. Foi da 48ª posição em 2016 para a 79ª no ano passado. O país teve uma redução de 49 para 30 mortes provocadas por eventos extremos.

De 1998 a 2017, globalmente, mais de 526 mil mortes foram diretamente ligadas a mais de 11.500 eventos climáticos extremos. Os danos econômicos foram de US$ 3,47 trilhões. Para o futuro, a tendência é que esses registros piorem no mundo inteiro com a intensificação das mudanças climáticas, alerta o relatório.

 

‘Marte não é plano b’, diz astronauta

Katowice, Polônia. A ex-astronauta americana Mae Jemison convocou o mundo, em palestra na COP24 nesta terça-feira, a “uma tomada de consciência” das ameaças da mudança climática. 

“Temos de ser muito, muito claros. É uma tomada de consciência: a Terra não precisa de nós, nós precisamos da Terra. E, apesar da minha vontade de ir a Marte, não é um plano B para nossa civilização e nossa espécie”, afirmou a primeira afro-americana a ir ao espaço.

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