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Superalimento

Dieta e alimentos potentes são tendência para este ano

Fisális e camu-camu são frutas que fornecem altas doses de vitaminas e nutrientes

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alimentos
PUBLICADO EM 21/01/19 - 03h00

Em uma esfera de poucos centímetros de diâmetro – do tamanho de uma bolinha de gude – é possível encontrar até 60 vezes mais vitamina C do que em um limão, 30 vezes mais do que uma laranja e 200 vezes mais do que uma banana. Essas são as propriedades do camu-camu, fruta nativa do Brasil e que, ao lado da fisális, foi apontada como uma das tendências de superalimentos para se ter à mesa em 2019.

O conceito de superalimento, de acordo com a médica nutróloga Andreia Guarnieri, “tornou-se popular e ligado a uma alimentação saudável, resultado, em parte, das atuais evidências científicas que asseguram, pelo menos teoricamente, que a ingestão desses alimentos promovem mais saúde e maior resistência a doenças e previnem o envelhecimento”.

O camu-camu, que se assemelha a uma cereja e tem sabor azedo, é geralmente usado em pó e misturado com outras frutas em sucos, doces, sorvetes e outros produtos. Segundo o nutricionista Omar de Faria Neto, o fruto é considerado primo da goiaba e possui um dos mais elevados teores de vitamina C por 100 g de fruta.

“Também é rico em vitaminas do complexo B. Essa união de vitaminas oferece melhor resposta do sistema imunológico, melhora do raciocínio e tem, ainda, efeito antioxidante. Mas, vale lembrar, os excessos de vitamina C podem originar problemas na saúde, como cálculo renal”, alerta. Por isso, o consumo do fruto deve variar de 20 g a 30 g ao dia.

Segundo Andreia, o arbusto é nativo da selva amazônica (Peru, Brasil, Colômbia e Venezuela), mas, na região Sudeste, é mais comum comprar a fruta em cápsulas ou em pó, em farmácias, e em lojas de produtos naturais, pela internet. Ela conta que um frasco com 60 cápsulas de 1.000 mg custa por volta de R$ 120, e saquinho do pó com 200 g sai por R$ 30. 

“A vitamina C favorece a formação do colágeno que é um substrato fundamental para dentes, ossos, vasos sanguíneos e pele. Além disso, colabora na absorção do ferro dos alimentos, o que contribui para prevenção de anemia e garante uma boa imunidade, já que tem também ação antiviral”, diz.

Importada

Já a fisális, também conhecida como “goldenberry”, é uma fruta de origem andina, parente próxima do tomate e com sabor agridoce. Geralmente é usada para decorar doces finos, possui uma particularidade que quase nenhum fruto tem: consegue ofertar aminoácidos. “Ela é rica em vitaminas dos complexos B e A (betacaroteno) e em fibras. Pode ajudar no controle da pressão arterial, purificar o sangue. A fisalina, presente no fruto, ainda tem a capacidade de gerar efeito antitumoral. Alguns estudos apontam que ela pode ajudar no controle energético da mulher, favorecendo um ambiente melhor para gestação”, afirma Neto.

De toda forma, Andrea lembra que, mais importante do que incluir esses superalimentos, é ter uma alimentação que inclua variedade de frutas, verduras e cereais.

Mediterrânea

Atualmente, as pesquisas evidenciam que dietas ricas em grãos, frutas, legumes, raízes, sementes e castanhas, além de peixes e azeite de oliva, associadas a uma redução significativa do consumo de produtos de origem animal, laticínios e álcool, são protetoras contra várias doenças, incluindo a demência, conforme explica a médica nutróloga Andreia Guarnieri. Dentro desse padrão, encontra-se a dieta mediterrânea, eleita como a melhor para ser seguida em 2019, conforme ranking divulgado pela revista “U.S. News and World Report”.

Segundo o nutricionista Omar de Faria Neto, todo o conceito mediterrâneo apresenta benefícios à saúde, e, nesse plano alimentar, outros famosos estão embutidos, como o paleo (exclui alimentos industrializados), o low carb (menor consumo de carboidratos), o plant based (vegetais em abundância) e o cetogênico (privilegia gorduras).
Para Andreia, a dieta mediterrânea apresenta poucas desvantagens e praticamente todas as pessoas podem seguir esse modelo de alimentação, principalmente aquelas que já apresentem comorbidade, como diabetes e alteração do colesterol, além de crianças, adolescentes e gestantes. “Uma desvantagem dessa dieta é o consumo de vinho tinto, que precisa ser moderado”, afirma.

Holofotes

Sucesso. O interesse pela dieta mediterrânea surgiu após se evidenciar que alguns povos apresentavam menos complicações cardiovasculares e mortalidade por doenças crônicas.

Alimentos bons, mas esquecidos

Beterraba: tem elevados níveis de nitrato, o que a torna benéfica para a saúde do coração.

Lentilha: rica em proteína vegetal, em fibras, em ferro e em vitaminas, é ainda baixa em gorduras.

Espinafre: rico em vitaminas A, C e K e luteína, importante para a boa saúde dos olhos.

Kiwi: promove efeito anti-inflamatório, antioxidante e laxativo.

Abacate: rico em gordura monoinsaturada, pode contribuir na redução do colesterol e triglicérides.

Outros: brócolis, tomate, inhame, acelga, amêndoas, aveia, sementes de abóbora, feijões, leite orgânico, uvas- passas, melancia e soja.

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