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Médicos dos EUA alertam para risco de aumentar bumbum

‘Brazilian butt lift’ virou mania também entre os americanos

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Perigo. Especialistas não recomendam a cirurgia conhecida como “aumento de bumbum brasileiro”
PUBLICADO EM 10/08/18 - 03h00

Washington, EUA e São Paulo. Um grupo de associações norte-americanas de cirurgiões plásticos divulgou um alerta sobre os riscos do que é chamado de “brazilian butt lift” (“aumento de bumbum brasileiro”) – procedimento que aumenta as nádegas usando a gordura da própria paciente e que se popularizou nos EUA.

A operação é diferente da aplicação de polimetilmetacrilato (PMMA), usada na bancária Lilian Calixto, 46, que morreu após complicações em cirurgia realizada pelo médico Denis Cesar Barros Furtado, 45, o Doutor Bumbum. No caso do “brazilian butt lift”, a gordura primeiro é retirada por lipoaspiração de outra região do corpo e depois injetada nas nádegas. 

Segundo os médicos, trata-se da cirurgia estética mais perigosa: a cada 3.000 pessoas que realizam o procedimento, uma morre. A embolia pulmonar é a principal causa de morte decorrente da intervenção, segundo o especialista. A abdominoplastia (plástica na barriga), em segundo lugar no ranking de cirurgias mais arriscadas, mata uma pessoa a cada 13 mil, em média, de acordo com as associações.

Nos últimos quatro anos, a demanda pela cirurgia de aumento de bumbum dobrou nos Estados Unidos, segundo Peter Rubin, professor da Universidade de Pittsburgh e vice-presidente de finanças da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS). Desde 2000, o crescimento foi de 254%.

Em 2017, foram mais de 20 mil procedimentos, grande parte deles na Flórida e na Califórnia. A cirurgia pode custar de US$ 4.000 (cerca de R$ 15 mil) a US$ 5.000 (mais de R$ 18 mil), segundo a ASPS. “O aumento da demanda levou a um crescimento no número de médicos não especializados que o realizam”, diz Rubin. Ele destaca as dificuldades do procedimento e diz que mesmo bons cirurgiões podem não estar preparados para realizá-lo.

Alertas semelhantes já haviam sido feitos pelas associações, que se reuniram em uma força-tarefa para investigar riscos inerentes à cirurgia, promover estudos científicos e educar cirurgiões. Mas, desta vez, a recomendação é para não enxertar gordura no músculo de forma alguma, explica o médico Steven Teitelbaum, da ASAPS.

Antes, os cirurgiões costumavam injetar a gordura no tecido subcutâneo, entre a pele e o músculo, e na parte superficial do próprio músculo. Mas novas evidências mostram que a gordura pode chegar às veias.

O que observar

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional São Paulo reforça que é importante observar dois pontos antes de se submeter a uma cirurgia plástica, seja para fins estéticos ou reparadores.

Primeiro, a escolha do profissional de saúde deve levar em conta sua qualificação, com o título de especialista em cirurgia plástica emitido pela sociedade e ou Associação Médica Brasileira (AMB).

Segundo, é importante realizar o procedimento apenas em instalações médicas credenciadas.

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