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Milão e Paris

Desfiles encerram temporada e alertam: tendência esportiva vai dar um tempo

Uma boa surpresa foi perceber, nas passarelas, um retorno ao clássico, com propostas impactantes para o verão 2019

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A Dolce & Gabbana celebra o luxo em todas as suas formas. O casting contou com as brasileiras Bruna Marquezine e Marina Ruy Barbosa
PUBLICADO EM 30/09/18 - 03h00

Depois de Nova York e Londres, que puxaram a fila da nova temporada internacional da moda, foi a vez de Milão dar o ar da graça, por meio das apostas de grifes como Prada, Fendi e Dolce & Gabbana. E a boa surpresa foi perceber, nas passarelas, um retorno ao clássico, com propostas impactantes para o verão 2019. A maratona italiana, vale dizer, também foi marcada por uma notícia impactante: o grupo norte-americano Michael Kors anunciou a aquisição da Versace apenas quatro dias após seu desfile. A negociação teria custado a bagatela de US$ 2,12 bilhões.

O mundo fashion, no entanto, respirou aliviado quando Donatella Versace, diretora criativa da marca, usou suas contas nas redes sociais para assegurar que, mesmo após a venda, prosseguirá na marca. “Primeiramente, gostaria de dizer que não vou a lugar algum, então, para aqueles que queriam se livrar de mim, bem... Não vai acontecer”, afirmou a irmã do saudoso Gianni Versace em seu Instagram. Recado dado, hora de falar das passarelas. E as grifes italianas mostraram que calças esportivas, moletons, jaquetas bomber e outros elementos que entram na seara do streetwear já dão sinais de cansaço. O jogo parece ter virado com o retorno da exuberância.

E dá-lhe visuais impactantes, com direito a roupas e acessórios que evocam o luxo e a riqueza. O único elemento que ainda flerta com o street wear – e que ressurgiu como uma herança desses “velhos tempos” – foi o tênis, mas, veja bem, agora eles são combinados com vestidos de festas.

Acrescente ao closet vários prints. Dos mais variados. O animal, por exemplo, anda em sintonia com versões mais gráficas e coloridíssimas, como o verão exige. O rosa millenial, mais apagadinho (porém chique), cede lugar, aos poucos, ao amarelo primrose. A cor, diga-se, tenta seu espaço desde 2017, mas, por enquanto, ainda não rolou.

Sexy is back. O retorno do look “mulher extremamente sexy”, construído por maisons como Versace e Saint Laurent, ecoou por meio de transparências e tramas artesanais que deixam o corpo em evidência. E tudo bem – afinal, um pouco de exagero não faz mal a ninguém, vero? Na Versace, por exemplo, tops, saias e vestidos curtos e justos, para exaltar as curvas, foram as vedetes. Já a Saint Laurent foi ao extremo: seios à mostra e fendas profundas. Seria um convite para repensar a relação do corpo com a roupa? Para a estilista Maria Grazia Chiuri, sim. Sua apresentação, repleta de feminilidade, flertou com heroínas da dança contemporânea, como Pina Bausch, Loïe Fuller e Martha Graham. O resultado foram peças românticas com fluidez e caimento – confortáveis ao primeiro olhar, mas também chiques e graciosas, como manda a tradição italiana.

Por ora, os holofotes se deslocam para Paris, onde os desfiles seguem até o dia 3. E, lá, é o designer Simon Porte Jacquemus que surge como a bola da vez entre famosas como Kim Kardashian. Sua grife deve incendiar a próxima temporada com uma peça-desejo: o vestido longo, com fendas muito profundas. Anotou?

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