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Exame revela sexo de bebê apenas com gota de sangue da gestante

Estudo com 101 mulheres foi publicado na 'Prenatal Diagnosis'

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Avanços. Pesquisadores vão desenvolver kits de coleta de sangue pelo dedo para identificar sexo de bebê
PUBLICADO EM 17/05/18 - 03h00

Brasília. Estudo coordenado pelo pesquisador Gustavo Barra publicado na revista “Prenatal Diagnosis” mostra ser possível identificar o sexo do bebê a partir de algumas gotas de sangue retiradas da ponta de dedo da gestante. 

A pesquisa foi feita com 101 voluntárias. Com o resultado do trabalho, realizado pelo Setor de Pesquisa e Desenvolvimento do Sabin Medicina Diagnóstica, a equipe parte agora para a construção de kits de coleta que permitam o uso da descoberta na rotina dos laboratórios, semelhantes àqueles que são usados para identificação de taxas de glicose no sangue. 

“Será um conforto para as gestantes, além de permitir que a amostra seja obtida mesmo em locais onde não haja profissionais especializados para fazer a coleta de sangue”, afirmou o coordenador. 

Como é hoje. Atualmente, a identificação do sexo do bebê pode ser feita pela análise de sangue, coletado a partir da punção das veias da gestante.

Isso é possível porque o DNA da porção fetal da placenta percorre a circulação sanguínea da gestante antes de ser eliminado por rins, fígado e enzimas presentes no sangue. 

Quando é encontrado o cromossomo Y, há a indicação de que o feto é masculino. O estudo mostrou que a identificação também é possível quando o sangue é retirado de vasos sanguíneos de diâmetros reduzidos, os capilares.

 

Teste só traz resultado a partir da oitava semana de gestação

Brasília. Assim como ocorre com o teste tradicional, a punção no dedo pode ser feita a partir da oitava semana de gestação. O estudo revelou, no entanto, que o sucesso da técnica depende do preparo na área onde a punção será feita. 

“Em algumas análises, o cromossomo Y era encontrado, mas constatávamos depois que se tratava de um feto feminino”, explicou o pesquisador Gustavo Barra. Pesquisadores então identificaram que o erro ocorria porque na ponta dos dedos das gestantes havia também o DNA de outras pessoas. 

“A contaminação poderia ocorrer de diversas formas. Seja num aperto de mão, seja pegando objetos que acabaram de ser tocados por um homem”, conta Barra. A solução encontrada foi limpar a área onde seria feita a punção com hipoclorito de sódio.

Flash

Interesse. Após a publicação do trabalho, a equipe já foi procurada por empresas dos Estados Unidos e da América Latina interessadas em parcerias. 

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