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Start-ups de Minas, do país e do mundo se reúnem em BH

Empreendedores participam de programa de aceleração que investe até R$ 80 mil de ‘capital semente’

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PUBLICADO EM 15/06/16 - 03h00

As sementes já foram plantadas, mas, para que todo o ambiente sinta os reflexos, é preciso regar para crescer e germinar. O ecossistema em questão, no entanto, é tecnológico, e as sementes são 40 start-ups que, durante seis meses, vão participar de um programa de aceleração do governo estadual. A terceira edição do projeto foi lançada ontem, em Belo Horizonte, assim como a nova sede, no Espaço CentoeQuatro, no centro da capital. Ao todo, foram 1.453 start-ups inscritas e 4.000 empreendedores de 23 Estados e 48 países.

Das escolhidas para o Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (Seed, que significa “semente”, em inglês), programa da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), 20 são mineiras, dez, de outros Estados e dez, estrangeiras. Nas duas primeiras edições, o Seed já acelerou 73 start-ups, sendo 53 brasileiras e 20 estrangeiras. Juntas, essas empresas levantaram mais de R$ 10 milhões em investimentos após seu período de aceleração pelo programa.

Nessa edição, empresas com dois empreendedores receberão R$ 62 mil e as com três membros, R$ 80 mil como “capital semente” durante todo o período, além de mentoria personalizada, formação empreendedora, escritório compartilhado e conexão com o ecossistema global.

Para o secretário da Sectes, Miguel Corrêa, essa é uma aposta central e estratégica do governo. “Não há duvida nenhuma de que a geração de emprego, de empresas de tecnologia de ponta é a maior possibilidade que temos de nos tornarmos competitivos. Os países que têm sido altamente competidores na economia mundial estão associados a tecnologia e inovação”, disse. No segundo semestre, será inaugurado outro prédio com capacidade para receber até 60 novas start-ups.

Confira algumas start-ups participantes do Seed.

Risü

FOTO: Fernanda Carvalho
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A falta de tempo e de dinheiro e a dificuldade de encontrar ONGs para se engajar são os motivos que acabam atrapalhando mais de 70% dos brasileiros que dizem que gostariam de fazer algum tipo de doação. Pensando nisso, três empreendedores mineiros largaram seus empregos e fundaram a Risü (que significa “sorriso”, em latim). “Criamos um shopping online do bem: você transforma parte de suas compras em 170 lojas (passagem aérea, eletrodomésticos, alimentos e remédios) em doações para 14 ONGs, sem pagar nada a mais”, explica Rodrigo Carneiro, um dos fundadores da iniciativa. Mais de R$ 20 mil já foram doados. Informações: www.risu.com.br.

BeerOrCoffee

FOTO: Fernanda Carvalho
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Basta um cafezinho ou uma cerveja para a conversa fluir e, muitas vezes, um negócio surgir. O BeerOrCoffee é um aplicativo que faz o caminho inverso de conexão – do online para o offline – com o objetivo de expandir o networking e aproximar pessoas com interesses afins para falar de negócios. A iniciativa está presente em Belo Horizonte e São Paulo e, em breve, em Curitiba, Fortaleza e Cuiabá. A cofundadora Roberta Vasconcellos acredita que “a pessoa que você precisa pode estar bem próximo” e, a partir daí, surgem as oportunidades. Mais de 5.000 usuários já utilizam a ferramenta. O acesso ainda está privado, mas novos usuários podem entrar pela comunidade de BH, San Pedro Valley, com o código “1.000”. O aplicativo custa R$ 2,99 e está disponível na App Stores e Google Play.

EuNeném

FOTO: Fernanda Carvalho
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O EuNeném é uma plataforma digital para grávidas e novas mães, que permite captar recursos para diminuir os custos com a gravidez por meio da interação com amigos e familiares, revertendo presentes virtuais em dinheiro. Acessível há mais de um ano, a ferramenta já tem mais de 18 mil usuários. O acesso é gratuito, e a mãe só terá que pagar uma taxa em cima de cada transação recebida. “Estamos focando mais no conceito de chá de bebê virtual, ou seja, a mãe cria a página, divulga e já começa a receber os presentes. Percebemos uma adesão muito grande de familiares e amigos que moram longe e até de grupos de empresas em que a mãe ou o pai trabalham”, conta o Chief Technology Officer (CTO), Gustavo Cavalieri. Informações: www.eunenem.com

Cora Educação Facilitada

FOTO: Fernanda Carvalho
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O professor cria o dever de casa e faz o agendamento; o aluno recebe e faz as questões; e os pais ficam sabendo se o filho fez e como foi seu desempenho. Essa é a ideia por trás do Cora Educação Facilitada, um software de gestão da aprendizagem adaptado a cada realidade do aluno. A start-up já está no mercado há dois anos e funcionando em oito escolas de Minas, Maranhão, Rio Grande do Norte e Amazonas, para crianças a partir de 14 anos, a um custo de R$ 9,90 por aluno. “As escolas particulares compram a plataforma, mas todos têm acesso: aluno, pai, coordenador e gestor. A interface é interativa e usa de gameficação (técnicas de jogos) para estimular o aluno”, disse o sócio e designer Lincoln Alves. Informações: http://coraeduca.com.br.

E-consultar

FOTO: Fernanda Carvalho
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Atendimento psicológico no conforto do seu lar ou em qualquer lugar que o paciente estiver. O Psicologia Viva é uma ferramenta autorizada pelo Conselho Federal de Psicologia que permite aproximar pacientes e psicólogos para atendimentos à distância. “Já temos mais de 270 psicólogos inscritos e uma base de interessados com mais de mil profissionais. Tem aqueles que nem sabem que podem fazer atendimentos remotos, mas estamos quebrando paradigmas. É uma tendência inevitável”, afirma Paulo Justino, CMO da empresa. Na plataforma, o psicólogo paga uma taxa de R$ 149 como se fosse de aluguel do espaço para seu consultório, e o paciente escolhe o que está mais próximo a sua necessidade. Os valores vão de R$ 30 a R$ 300. Informações podem ser obtidas no site: www.psicologiaviva.com.br.

 

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