Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Serviço

Questão de pura paciência

Comuns em BH nesta época do ano, enchentes e alagamentos de vias exigem cautela extra dos motoristas para evitar tragédias

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Capturar.JPG
Mesmo carros mais altos como os SUVs podem facilmente ficar à deriva em uma enchente causada pela chuva
PUBLICADO EM 21/11/18 - 03h00

A temporada mais intensa de chuvas e enchentes já começou em Belo Horizonte e, além de destruição, já causou quatro mortes. É neste período que os motoristas têm suas habilidades ao volante testadas ao se verem obrigados a dirigir debaixo de temporais. No entanto, em caso de travessia de trechos alagados, os especialistas são unânimes: o mais prudente mesmo é evitar atravessar e esperar a água baixar, ou, então, buscar um caminho alternativo caso ainda haja tempo. Segundo Emerson Farias, analista técnico do Cesvi Brasil, é aconselhável, no máximo, passar em trechos em que a água esteja na altura da metade das rodas do carro, como é informado no manual do proprietário dos veículos. O que passar disso é sempre risco”, afirma.

“Em geral, quando a rua está coberta pela água, o motorista raramente consegue ver se há buracos ou barreiras na pista, o que agrava o cenário de possíveis acidentes. O melhor mesmo é encostar o carro, desligá-lo e aguardar pacientemente até que a água baixe para seguir caminho”, reforça o especialista.

“Se ele passou, eu passo”

Outro erro recorrente cometido pelos motoristas, segundo Farias, é querer seguir outro carro em situações de alagamento aparente. “É uma ilusão pensar que, quando um carro à frente abre espaço, é a hora certa de seguir caminho e pegar ‘carona’ no rastro. Por um momento pode funcionar, mas a água, uma vez dispersa, volta em formato de onda normalmente mais forte, o que é pior para o carro e pode colocar em risco o veículo e o motorista”, explica.

A mesma orientação vale para quem tem carros mais altos, como os utilitários-esportivos. Mesmo mais seguros, devido à altura, a orientação é sempre arriscar.

Sem saída

Se a água subir repentinamente e não for impossível evitar os alagamentos, o que fazer? Se tiver que encarar a enxurrada, segundo o especialista, o ideal é sempre engatar uma marcha baixa – primeira ou segunda – e manter a aceleração constante, mas sem pisar muito fundo no acelerador, mantendo a rotação do motor entre 2.500 e 3.000 giros. Se o carro for automático, mude o câmbio para manual e o mantenha de primeira ou segunda marcha.

Neste momento, um vacilo comum é trocar a marcha ou reduzir e depois acelerar. Não faça isso porque pode gerar ondas, e o veículo tende a literalmente aspirar a água para dentro do motor, provocando o temido “calço hidráulico”. Aí, o carro “morre”, não vai mais ligar de novo, e a situação pode se complicar de vez.

Freio molhado

Tome cuidado. Após atravessar um trecho alagado, é bom ficar atento aos freios. A água pode encharcar lojas e pastilhas, diminuindo drasticamente a eficiência da frenagem logo nas primeiras pisadas no pedal de freio. A dica é dirigir devagar e ir pisando de leve no freio sem parar o carro para aquecer o disco e as lonas. Esse método restabelece a frenagem, além de limpar possíveis sujeiras acumuladas no sistema.

O que achou deste artigo?
Fechar

Serviço

Questão de pura paciência
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório

Comentários (1)

Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter