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Inovação

Quarta Revolução Industrial aguarda a chegada do sinal do 5G

Carros de Fórmula 1 são laboratórios do que vai aparecer nas ruas

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Fernando Alonso
Fernando Alonso já vive o 5G no cockpit conectado de um carro da Fórmula 1
PUBLICADO EM 03/03/18 - 03h00

BARCELONA, ESPANHA. É inegável o sentido de urgência em qualquer debate relacionado à chamada Quarta Revolução Industrial, mas as discussões eclipsam um fato: a tecnologia que vai acelerá-la ainda não chegou ao mercado. Trata-se do 5G, capaz de conectar internet ultrarrápida a todo tipo de coisa.

Ainda que demonstrações pontuais tenham sido feitas – a mais recente nas Olimpíadas de Inverno, no mês passado –, a previsão é que o processo comercial comece apenas no ano que vem. A definição técnica do padrão aconteceu apenas recentemente.

Além disso, a própria GSMA, a entidade que congrega as teles, prevê que a expansão será mais lenta que a do 4G, a tecnologia mais avançada hoje, por falta de investimentos em rede e incertezas operacionais em vários países.

Tema do Fórum Mundial de Davos há dois anos, a Quarta Revolução Industrial protagonizou discussões no Mobile World Congress, principal feira do setor de telecomunicações, que aconteceu nesta semana em Barcelona.

No evento, a melhor síntese sobre a revolução talvez tenha sido feita por Sue Siegel, principal executiva de inovação da GE. Ela elencou três pontos. Primeiro: a economia passa de um modelo centralizado para um distribuído. “Você recebia energia elétrica de uma central; agora pode instalar um painel solar”, disse.

Como segundo exemplo desse novo modelo, ela explica que o investimento (o capex, no jargão administrativo) perde força em relação ao gasto operacional (o chamado “opex”). “Um exemplo é a Uber. Você compra a viagem, não o carro”, afirmou. E em terceiro: aparelhos estáticos dão lugar aos conectados. “É dado sobre dado, para todo lado”, resumiu.

O ciclo que está a ponto de começar, da Quarta Revolução Industrial, deverá se basear em inteligência artificial, internet das coisas, robôs, drones e sensores. “Uma questão-chave da Quarta Revolução é que ela acontece enquanto todas essas tecnologias estão surgindo e colidindo entre elas”, afirma Mohamed Kande, vice-presidente da PwC.

Uma das consequências esperadas é que fiquem ainda mais borradas as fronteiras entre as indústrias – como entre as empresas de tecnologia e as de mídia ou bancárias, que até então eram bem demarcadas.

De modo a demonstrar esse sentido de urgência dos novos tempos, o Mobile World Congress deste ano elegeu como principal nome de sua programação o piloto Fernando Alonso, bicampeão da Fórmula 1, justamente num debate sobre a Quarta Revolução Industrial.

Laboratórios de tecnologias que acabam chegando ao dia a dia, os carros da F-1 conhecem há tempos um elemento que passará a ser central para a indústria: a comunicação maciça de dados da máquina para uma central distante. “Fernando Alonso vive no 5G há 17 anos”, brincou Zak Brown, diretor executivo do Grupo McLaren, numa referência ao tempo de carreira do piloto na F-1.

Inteligência artificial não poupará ninguém

A inteligência artificial criará uma legião de desempregados? O assunto esteve entre os mais frequentes do Mobile World Congress, que se encerrou na última quinta-feira em Barcelona. E a resposta é não, segundo um dos principais executivos de uma das maiores empresas desse campo, a IBM.

“Acreditamos que haverá mais criação do que destruição de empregos com a inteligência artificial”, diz Bob Lorder, responsável pela área de negócios digitais da empresa. Só que há um porém: “Nenhuma profissão do mundo escapará de ser atingida”, afirma.

A ele faz eco Behshad Behzadi, engenheiro do Google Assistant. “É uma oportunidade, não um risco”, afirma. Ele acredita que haverá mudanças no mercado de trabalho, mas não é possível antever os novos empregos. “Antes de existirem os aviões, ninguém podia prever que haveria o emprego de comissário de bordo”, resume.

Previsão. Os primeiros testes comerciais da rede 5G no Brasil devem acontecer no segundo semestre de 2019. A expectativa é da fabricante chinesa Huawei, que diz existir no mercado local uma corrida das operadoras para a modernização.

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