Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Londres adentro

Conheça o Royal Botanic Garden, o jardim patrimônio da humanidade

Com 30 mil espécies de plantas, espaço é uma das grandes atrações fora do centro de Westminster

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Temperate House: restauração levou mais de 1.700 dias
Temperate House: restauração levou mais de 1.700 dias
PUBLICADO EM 03/07/18 - 03h00

Para um primeiro dia em Londres, comece pegando o metrô para Kew Gardens, bairro ao sul da cidade, para visitar o Royal Botanic Gardens (kew.org), Patrimônio da Humanidade desde 2003, com ingressos a 12,95 libras (R$ 67,34).

Da estação até o jardim botânico são mais dez minutos de caminhada. Para quem tem mais tempo e curte usufruir dos cenários urbanos ao longo do percurso, recomenda-se baixar o aplicativo CityMapp (citymapper.com) e pegar as linhas de ônibus 65 ou 391.

Antes, no entanto, para facilitar sua locomoção pela capital britânica, compre um Oyster Card (oyster.tfl.gov.uk/oyster), cartão magnético recarregável que custa 5 libras.

Em vez de descer na estação de Kew Gardens, preferi desembarcar em Richmond, o bairro vizinho, gastar um pouco mais de tempo e desfrutar de alguns privilégios, como caminhar mais próximo ao rio Tâmisa, perder-me no labirinto de ruas e mergulhar numa atmosfera londrina.

Richmond é um bairro típico da cidade, mais afastado, com casinhas vitorianas com estruturas de vigas, madeira e tijolos marrons e marcos pintados de branco, as “terraced houses”, coladas uma na outra.

O maior patrimônio de Kew Gardens e Richmond é seu jardim botânico, com área de 121 hectares e mais de 30 mil espécies de todos os cantos do planeta.

Toda essa diversidade está espalhada por um parque gigantesco com jardins floridos e assimétricos, estátuas, estufas, lago, cafeteria, restaurante e palácio real.
 

Para crianças
Os brinquedos em tamanho natural mostram que o jardim da realeza é um ótimo programa para famílias – pela manhã, é possível ver muitos ingleses passeando com carrinhos de bebê e excursões com crianças.

Meu passeio pelso Royal Botanic Gardens começou pela alameda de 320 m de comprimento que leva a uma estufa gigante construída nos tempos vitorianos, a Palm House, que recria fielmente o ambiente de plantas nativas das florestas tropicais.

Em frente, está a Waterlily House, com plantas aquáticas, como nossa vitória-régia. Perto, outras duas estufas – a Princess Wales Conservatory, com espécies de dez zonas climáticas, entre cactos, orquídeas e plantas carnívoras, e a Davies Alpine House, com plantas alpinas.

 

A maior estufa do mundo e um mirante são reabertos

A maior atração do jardim botânico inglês só foi reaberta no mês passado, depois de uma restauração que custou US$ 41 milhões. Inaugurada em 1863 em uma área de 4.880 m², a Temperate House foi fechada em 2013.

O prédio – com colunas de aço forjado e mais de 15 mil painéis de vidro – reúne mais de 10 mil plantas de 1.500 espécies de climas temperados, entre elas o único exemplar de cycad encephalartos woodii, uma espécie de palmeira raríssima da África do Sul, e a taxus wallichiana, planta usada no medicamento para tratamento de câncer Taxol.
Entre as crianças, o atrativo mais disputado é uma ponte construída no topo das árvores, a Treetop Walkway, estrutura de quase de 20 m com passarelas e mirantes que oferece vista dos jardins.

Mirante
Para marcar a reabertura de outro mirante neste verão, o Great Pagoda, o Kew Palace hospedará a exposição “Here Be Dragons”. Nelas, as crianças poderão explorar o tema dragões e dragonologistas e participar de uma trilha ao redor do Royal Botanic.


No jardim real, ainda, há um palácio, antiga residência de verão do rei Jorge III, um jardim japonês, uma cafeteria para tomar um chá da tarde e a instalação multimídia “The Hive”, experiência sensorial que reproduz sons e cores de uma colmeia acionados por abelhas de verdade.


Exposições
Na época de minha viagem, em abril, a Kew Gallery apresentava 833 pinturas da artista e naturalista Marianne North, que exibia seu olhar para detalhes botânicos depois de uma viagem ao redor ao mundo.

Até 16 de setembro, o visitante também pode apreciar a exposição “Down Under II: Works from the Shirley Sherwood Collection”, com ilustrações de plantas nativas australianas e neozelandesas produzidas por artistas locais e internacionais

 

O que achou deste artigo?
Fechar

Londres adentro

Conheça o Royal Botanic Garden, o jardim patrimônio da humanidade
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório
Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter