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No dia do casamento do príncipe Harry com Meghan Markle, um roteiro para conhecer a capital britânica exibida na série de TV “The Crown”

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Westminster, o centro do poder em Londres
PUBLICADO EM 19/05/18 - 03h00

A realeza britânica está em festa! No dia 21 de abril, a rainha Elizabeth II comemorou 92 anos. Dois dias depois, nasceu o filho do príncipe William e da duquesa de Cambridge, Kate Middleton, e a escolha do nome – Louis Arthur Charles – também foi motivo de comemoração.

Mas o acontecimento do ano está marcado para hoje, 19 de abril, quando o príncipe Harry, o quinto na linha de sucessão ao trono, se casará com a atriz norte-americana Meghan Markle, notadamente uma plebeia, na capela de São Jorge, no Castelo de Windsor, a residência da monarquia britânica. 

Mas não pense que as festividades param por aí. No dia 9 de junho, Elizabeth II comemora oficialmente seu aniversário na cerimônia do Trooping the Colour, tradicional desfile militar pelo centro de Londres. Em 2016, Elizabeth ultrapassou ua antecessora, a rainha Victoria, como a monarca que ficou mais tempo no trono. 

Parte dessa história – as circunstâncias que colocaram a jovem Elizabeth Alexandra Mary no poder – está contada na série “The Crown” (“A Coroa”), a mais cara da história da TV, cuja produçãocustou cerca de US$ 156 milhões. Nas novas temporadas, o roteiro escrito por Peter Morgan narra as fases da vida de Elizabeth II até hoje. Confirmada pela Netflix, a terceira fase deve estrear em 2019, cobrindo o período de 1964 a 1976. Já a quarta temporada, prevista para 2020, conta a história de Elizabeth de 1977 aos dias de hoje, trazendo novos personagens, como a princesa Diana e Camilla Parker-Bowles e a primeira-ministra Margareth Thatcher. 

Acompanhar pela Netflix o drama de Elizabeth II proporciona também a chance de observar Londres sob um outro prisma, o histórico, num tour que revela os caminhos da realeza. O roteiro, que dura cerca de duas horas, pode ser contratado com guia falando português

Para saber mais sobre o Reino Unido, acesse www.visitbritain.com.

Por que os súditos britânicos amam tanto a realeza

O escritor Andrew Marr, autor da biografia “A Real Elizabeth” (editora Europa, 2012), afirma que “ela representa a continuidade”, e essa seria razão de sua popularidade. Outros historiadores acreditam que o sucesso da realeza está na estratégia de tentar parecer que leva uma vida normal aos olhos do público.

Marr mostra em seu livro que a família real britânica, bem diferente de outras monarquias, experimentou desde a Segunda Guerra Mundial uma modernização intensa e sem precedentes para enfrentar as demandas da era moderna.

Em 2005, a realeza permitiu que um de seus membros se cassasse com uma divorciada e se envolvesse em suposta traição sem que isso gerasse crise institucional ou rejeição pública. O príncipe Charles se casou com Diana em 1988, se divorciou em 1996, e, posteriormente, anunciou romance com Camila Parker-Bowles, casando-se sob as bênçãos da Igreja Anglicana.

Uma mudança na lei em 2013 também determinou que, pela primeira vez na história da realeza britânica, a filha mais velha podeassumir o trono mesmo com o nascimento de um menino. Essa decisão fez com que a primeira filha do casal William e Kate, Charlotte, se tornasse a quarta na linha sucessória e recebesse o título de princesa. Em 1936, Eduardo VIII, tio de Elizabeth, teve de abdicar ao trono para se casar com a socialite norte-americana Wallis Simpson.

O esforço da realeza britânica para se aproximar da normalidade está estampada no casamento de Harry e Meghan. Dos 2.640 convidados, 1.200 serão britânicos comuns, que desenvolvem trabalho de caridade, alunos de escolas públicas em torno do Castelo de Windsor e funcionários do palácio.(PC)

 

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