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TURISMO

Igreja oficial da realeza é uma obra de arte

Palco de coroações e casamentos reais, Westminster guarda altar em ouro, esculturas, vitrais e túmulos de atores, poetas, nobres e personalidades

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PUBLICADO EM 19/05/18 - 03h00

O físico Stephen Hawkins, que faleceu em março, estará em breve ao lado de físico Isaac Newton e do naturalista Charles Darwin na Abadia de Westminster. A igreja mais antiga de Londres, patrimônio histórico mundial, poderia ser perfeitamente um cemitério, por causa dos cerca de 450 túmulos de reis, nobres e personalidades.

Desde o século X, ela é cenário das coroações e dos casamentos de reis e rainhas. Na vida real, Elizabeth e Phillip se casaram na abadia e lá também foi a coroação da rainha, mas na série "The Crown" as filmagens ocorreram na catedral de Ely, cidade a uma hora e dez minutos de trem de Londres. A visita guiada percorre as alas laterais, as capelas, o altar-mor, os túmulos e o claustro.

A abadia ainda funciona como igreja, com 28 missas por semana, oito delas acompanhadas de coro. Só se pode entrar gratuitamente no templo se assistir a uma das missas. No interior, funcionários vestindo batas vermelhas e voluntários com batas azuis organizam a visitação, que hoje gira em torno de 500 mil pessoas por ano.

Impressionante exemplar da arquitetura gótica inglesa, a abadia começou a ser construída em 1050 pelo rei Henrique Eduardo I. Ele é apenas um dos diversos reis e rainhas, entre eles Henrique VII, Charles II, Ricardo III, Elizabeth I e Maria I, enterrados em seu interior. O último monarca sepultado ali foi George II, em 1705, da dinastia Tudors.

O percurso autoguiado, com versão em português, começa no túmulo do soldado desconhecido, homenagem aos mortos na Primeira Guerra Mundial, passa pelos túmulos de reis, pelas esculturas em homenagem a personalidades, como o físico Isaac Newton e o líder Martin Luther King, pelo coro e pelo altar-mor em dourado e mármore, pelo magnífico teto ornado da Lady Chapel e pela capela de St. Edward.

Canto dos Poetas

Um ponto curioso da igreja é o Poet’s Corner (canto dos poetas), com túmulos dos escritores D. H. Lawrece, Lord Byron, Rudyard Kipling, Thomas Hardy, George Eliot, Lewis Carroll (“Alice no País das Maravilhas”), Charles Dickens e Henry James. O ritual de enterrar artistas na abadia começou em 1400 com um pedido do escritor Geoffrey Chaucer, que trabalhava para a realeza.

O percurso termina no claustro, onde, no passado, existia um mosteiro beneditino, atualmente em reforma. Em uma das salas está a Casa dos Capítulos, hoje um espaço dedicado à exposição de desenhos da abadia produzidos por artistas ingleses, que hoje faz parte da Westminster Abbey Collection. Antes do claustro, existia ali uma enfermaria para os monges.

Os ingressos para abadia devem ser adquiridos com antecedência no site oficial (tickets.westminster-abbey.org), na versão em português. Os preços estão a partir de 20 libras (R$100/adulto), 17 libras (R$ 85,07/pessoas com mais de 60 anos e estudantes) e 9 libras (R$ 45,04/crianças de 6 a 16 anos). 

Chá da tarde com grife

O hábito de tomar chá é uma tradição britânica há séculos, mas o costume só foi instituído no século XIX. Até então, apenas a nobreza tinha o hábito de, por volta das 17h, fazer uma pausa para tomar o chá com guloseimas. Com o passar dos anos, os britânicos adotaram a prática. 

Atualmente, a tradição é um dos símbolos da Inglaterra, e diversas casas – hotéis, lojas e museus – servem o chá da tarde. Uma dica é consultar as promoções e novidades do afternoontea.co.uk.

Mas, para ter uma experiência verdadeiramente inglesa, o conselho é pegar o metrô até a estação Picadilly ou St. Pancreas para experimentar um autêntico chá inglês da realeza. 
A elegante loja Fortnum and Mason (fortnumandmason.com), que tem chancela de ser fornecedora de chá para a família real, oferece uma experiência completa de “afternoon tea” no Jubilee Tea Saloon, reinaugurado pela própria rainha Elizabeth em seu jubileu de diamante. 

O serviço custa a partir de 49 libras (R$ 243,04) por pessoa. Você também pode pedir o chá favorito da rainha.

Mas se você quer combinar um passeio pelo rio Tâmisa com chá, a dica é o Afternoon Tea Cruise (citycruises.com/london-thames-experiences/afternoon-tea-cruise), que sai diariamente do Pier Tower, com o tíquete incluindo o chá da tarde – mais simples dos que os servidos nos hotéis – a partir de 32 libras (R$ 158,72).

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