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SAÚDE

Um em cada três nos EUA toma remédios que podem aumentar risco de depressão

Pessoas que tomam mais de um medicamento sofre com o efeito colateral da depressão

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O dobro. Estudo mostrou que a depressão paterna no primeiro ano de vida do filho é duas vezes maior que o normal
O fato de que as caixas ou bulas destes medicamentos em alguns casos não advirtam sobre isto é problemático, segundo os pesquisadores
PUBLICADO EM 12/06/18 - 19h06

Um em cada três americanos toma remédios com ou sem prescrição médica que poderiam aumentar seu risco de depressão, adverte um estudo publicado nesta terça-feira, 12, no Journal of the American Medical Association (JAMA).

Pílulas anticoncepcionais, analgésicos, remédios para o coração ou azia.

"Muitos se surpreenderiam ao saber que sua medicação, embora não tenha nada a ver com o estado de ânimo, a ansiedade ou qualquer outra condição normalmente associada à depressão, pode aumentar seu risco de ter sintomas depressivos e levar a um diagnóstico de depressão", segundo a autora principal do estudo, Dima Qato, professora na Universidade de Illinois, em Chicago. 

Os pesquisadores descobriram que o risco de depressão era mais alto em pessoas que tomavam mais de um medicamento que tem a depressão entre seus possíveis efeitos colaterais.

"Cerca de 15% dos adultos que tomam simultaneamente três ou mais destes medicamentos experimentam depressão enquanto os medicamentos são administrados, em comparação com 5% dos que não tomam medicamentos (e 7% dos que tomam um medicamento)", disse o estudo.

O fato de que as caixas ou bulas destes medicamentos em alguns casos não advirtam sobre isto é problemático, segundo os pesquisadores.

O estudo, baseado na observação, foi baseado em dados de uma pesquisa feita com mais de 26.000 adultos de 2005 a 2014, reunidos no âmbito de uma pesquisa nacional de saúde e nutrição (National Health and Nutrition Examination Survey).

Os pesquisadores alertaram que devido a esta abordagem não era possível tirar conclusões sobre as relações de causa e efeito, indicando que os questionários não levavam em conta possíveis antecedentes de depressão.

Mas para Allan Young, diretor do Centro de Transtornos Emocionais do King's College de Londres, que não participou do estudo, estas descobertas "parecem sólidas".

"Isto confirma o fato bem conhecido de que estes medicamentos podem estar causando depressão em algumas pessoas, e deveríamos estar atentos para poder detectar e depois lidar com a depressão", acrescentou.

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