Minas S/A

CMU Energia e Solatio investem R$ 800 milhões em novos projetos

Com Joint Venture Solatio Energia Livre, empresas vão construir 130 parques solares em Minas

Por Helenice Laguardia
Publicado em 16 de março de 2024 | 02:08
 
 
 
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A Solatio Energia Livre, união da comercializadora CMU Energia com a Solatio, maior desenvolvedora de projetos solares do hemisfério Sul, viu o número de clientes disparar no último ano.

A empresa passou a atender 44% do mercado nacional, a maior fatia, com mais de 130 mil unidades consumidoras em Minas Gerais.

A GD dispensa a instalação de painéis pelo consumidor e funciona como uma assinatura mensal, em que o cliente adere a um consórcio, que por sua vez, arrenda as plantas solares sob a gestão da CMU.

Um percentual do volume de energia gerado é atribuído a esse cliente e é abatido na conta de energia.

O valor pode ficar de 10% a 18% mais baixo para o consumidor.  

“São 140 usinas solares em operação hoje, que produzem juntas 100 MWn de energia. Temos clientes aguardando para aderir ao modelo, por isso, vamos viabilizar 130 novas usinas e mais que dobrar a capacidade de produção até 2025”, conta Walter Fróes, presidente da CMU, grupo que detém a Solatio Energia Livre. A meta é chegar a 300 mil clientes até fim de 2024 com investimentos próprios ( Solatio Energia Livre)  da ordem de R$ 800 milhões de reais. As plantas começaram a ser construídas em 2023 e as primeiras entram em operação em ainda este ano, todas em Minas Gerais.

Na autoprodução, a parceria com a Solatio acontece desde 2018, para desenvolvimento de grandes projetos. 

Recentemente, foram inauguradas as usinas fotovoltaicas de Coromandel I e II, na cidade de Coromandel, MG. Com capacidade de 88MWp, ocupam uma área de aproximadamente 140 hectares.

O projeto atende à rede Supermercados BH.

Nesta modalidade, em que grandes consumidores recebem energia de uma planta exclusivamente construída para consumo próprio, a CMU viabilizou a construção de 49 usinas, a maior parte localizada em MG, mas também no Centro Oeste.

Nos próximos 4 anos, espera viabilizar a construção de 29 novas usinas e comercializar 19 GWp (5GWm), o que equivale a 6% do atual consumo de energia nacional, gerando investimentos totais de R$ 60 bilhões.

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