PROJETOS

Confira a lista de reformas de Paulo Guedes para blindar o Brasil da crise

O ministro da Economia elaborou ao menos 14 projetos de lei, três propostas de emenda à Constituição e duas medidas provisórias

Qua, 11/03/20 - 09h19
O ministro da Economia, Paulo Guedes, diz que a aprovação ajudará a blindar Brasil de crise externa

Diante do agravamento da crise econômica internacional, o ministro da Economia, Paulo Guedes, enviou ontem (10) à noite aos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbe (DEM-AP), ofício em que pede a aprovação de propostas consideradas prioritárias pela equipe econômica. Ao todo, Guedes listou 14 projetos de lei, três propostas de emenda à Constituição e duas medidas provisórias em tramitação no Congresso.

No documento, o ministro ressaltou a importância da aprovação das propostas até a metade do ano. “O esforço para a aprovação, neste semestre, das matérias listadas tem a capacidade de proteger o Brasil da crise externa”, destacou. Segundo Guedes, somente com a continuidade de reformas estruturais que reduzam os gastos obrigatórios, o governo terá espaço no orçamento para estimular a economia.

“Com a continuidade de reformas estruturais que o país precisa, será possível recuperar espaço fiscal suficiente para a concessão de outros estímulos à economia”, diz o ofício. O texto, no entanto, não detalha quais seriam esses estímulos. No texto, Guedes pediu aprovação rápida das propostas para facilitar a “blindagem” da economia brasileira em meio à crise econômica internacional.

Nos últimos dias, diversos economistas têm pedido o aumento dos investimentos públicos para fazer frente a uma possível recessão econômica mundial, provocada pela disseminação do coronavírus e pela guerra entre Arábia Saudita e Rússia pelo preço internacional do petróleo. Para aumentar os investimentos, no entanto, o governo precisaria flexibilizar o teto federal de gastos. Nessa terça-feira, o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, descartou mudanças no limite de gastos.

A resposta do Ministério da Economia ocorreu depois de Maia ter cobrado o envio das propostas de reforma tributária e administrativa. Na segunda-feira (9), Guedes prometeu enviar a reforma administrativa ainda nesta semana e a tributária nesta semana ou na próxima.

No ofício, Guedes reiterou que as reformas administrativa e tributária serão enviadas em breve, mas pediu que o Congresso agilize a tramitação das propostas do governo. “Considerando o agravamento da crise internacional em função da disseminação do coronavírus e a necessidade de blindagem da economia brasileira, o Ministério da Economia propõe acelerar a pauta que vem conduzindo junto ao Congresso Nacional”, destacou.

O documentou listou as três PECs enviadas no fim do ano passado: reforma do pacto federativo (que descentraliza recursos da União para governos locais), PEC emergencial (com gatilhos para cortar temporariamente salários de servidores em momentos de crise fiscal) e PEC dos fundos (que extingue fundos considerados desnecessários). No entanto, também cita projetos como a autonomia do Banco Central, a liberação do mercado de gás e o Plano de Equilíbrio Fiscal, que permite a ajuda a estados com dificuldades de caixa em troca de medidas de ajuste. As medidas provisórias mencionadas são a do emprego verde-amarelo (que cria um programa especial para trabalhadores jovens) e a que autoriza a quebra do monopólio da Casa da Moeda.

Confira a lista das propostas que o Ministério da Economia considera prioritárias:

Na Câmara
• PL 6407/2013: nova Lei do Gás
• PLP 149/2019: Plano de Equilíbrio Fiscal
• PLP 200/1989: autonomia do Banco Central
• PL 5877/2019: privatização da Eletrobras
• PL 6229/2005: recuperação judicial
• PL 5387/2019: simplificação da legislação de câmbio
• PL 3443/2019: governo digital
• PL 7316/2019: certificação digital
• PLP 295/2016: nova Lei de Finanças Públicas
• PL 7063/2017: Lei de Concessões

No Senado
• PEC 188/2019: reforma do pacto federativo
• PEC 197/2019: reforma dos fundos públicos
• PEC 186/2019: PEC emergencial
• PLS 232/2016: Marco Legal do Setor Elétrico
• PLS 261/2018: Novo Marco Legal de Ferrovias
• PL 3261/2019: Marco Legal do Saneamento Básico
• PL 3178/2019: alteração do regime de partilha

No Congresso
• MP 902/2019: quebra do monopólio da Casa da Moeda
• MP 905/2019: Programa Emprego Verde-Amarelo

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(24) comentários

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Fernando Cruz 7:50 AM Mar 14, 2020
Essas aí são as prioritárias! Mas ja foram enviadas 48 propostas de reformas! E o Maia diz que governo não fez nada! Ta de brincadeira!! Um despreparado e incompetente!!! Tem que trocar urgente ele e o alcoolumbre
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Nestor Martins Amaral Júnior 7:42 PM Mar 11, 2020
Jeremias, abra as janelas e contemple o mundo. O Brasil está fora da realidade. Não deslancha. Está empacado. Previdência é problema mundial. Quando ela foi criada no Brasil, a expectativa de vida era de 50 anos. Há também um disparate cruel ao se comparar aposentadoria iniciativa privada versus pública. Como sugere João da Silva, estude um pouco mais. Quanto aos bancos, há uma diferença entre "one time" e "on going". Sim, a dívida deveria ser auditada. Mas, é outro problema.
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Sr Revolta 3:13 PM Mar 11, 2020
Infelizmente é melhor o Bonoro se "render" ao modus operandi de Brasília se quiser ter um resultado melhor nas reformas...o modus operandi, pra não sabe, é a troca de cargos por votos, conhecido como Clientelismo
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PRONTO, FALEI 2:50 PM Mar 11, 2020
GOVERNO SEM NOÇÃO....... PÉSSIMO........... O BRASIL SÓ ESTÁ AFUNDANDO...........
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Covard-17 12:41 PM Mar 11, 2020
Com essa economia estagnada uma crise ou outra não fará diferença. O país parou! Lojas fechando, grandes varejistas diminuindo o tamanho das lojas, demissões e mais demissões, aumento de pedintes e vendedores ambulantes, esse é o retrato do Brasil sempre que a direita está no governo. E não adianta querer enganar ninguém, isso é fato e está aí para qualquer um ver.
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Sr Revolta 3:10 PM Mar 11, 2020
Só lembrando que esse cenário de lojas fechando, grandes varejistas diminuindo o tamanho das lojas, demissões e mais demissões, aumento de pedintes e vendedores ambulantes se iniciou no (des)governo da DIlma
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Isidoro Humberto 12:22 PM Mar 11, 2020
KKKKKKK esse Alberto é demais.. captou de forma ironica todo o sentido da reportagem. Um Guedes totalmente perdido, sem projetos, sem perspectiva, um presidente idiota, que só fala sandices, e a única receita é... mais reformas, sempre haverá uma reforma por fazer , e essa loucura não vai parar.
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Covard-17 12:42 PM Mar 11, 2020
As ironias do Alberto são ótimas kkkkkkkkkk
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Esteves 12:11 PM Mar 11, 2020
Na campanha eleitoral Bolsonaro falava de Niobio e Grafeno como se fossem a soluçao pra Crise do Brasil.
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Marcio Diniz 11:57 AM Mar 11, 2020
A CRISE BRASILEIRA É O RETRATO DO PRÓPRIO GOVERNO !
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Alberto 11:38 AM Mar 11, 2020
Todo patriota e cristão deve apoiar totalmente as propostas de Paulo Guedes e as ações de Bolsonaro. Quem critica é comunista e não quer o bem do povo. Os cidadãos de bem unidos e protegendo Guedes e Bolsonaro farão que o novo Brasil seja construído. Um novo Brasil onde cada pessoa esteja em seu devido lugar, onde as igrejas sejam o norte do pensamento e onde a critica e a má vontade sejam afastadas. Avante livre mercado!!
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maisumtrouxa 10:57 AM Mar 11, 2020
Blindar da crise ?? AX 50 Sniper Rifle !
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Esteves 10:37 AM Mar 11, 2020
Interessante a matéria que saiu no Uol agora mostrando a opinião de alguns economistas que previam Dolar 5 Reais se Haddad fosse Eleito. Vejam o que falam agora.
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Analista 10:33 AM Mar 11, 2020
Tem que blindar o País é do Bolsonaro e sua trupe de milicianos! Esses sim, estão causando uma crise, mas de credibilidade, basta ver a quantidade de investidores que estão sumindo do país.
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NOVO TEMPO 10:32 AM Mar 11, 2020
SERIA MELHOR ACABAR COM O GOVERNO NACIONAL E NACIONALIZAR CADA REGIÃO DO PAÍS. TERÍAMOS MENOS POLÍTICOS PRA SUSTENTAR E FISCALIZARÍAMOS MELHOR CADA GOVERNO.
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Jeremias Bicalho 10:29 AM Mar 11, 2020
O Brasil gasta 50% da nossa arrecadação com pagamento de juros da dívida pública (até hoje não auditada) e ninguém fala nada! Essas reformas estão tirando direitos do povo e aumentando a concentração de renda. 1% da população detém 50% da riqueza. Lembrando que quanto mais rico, menos imposto paga! Empresários ricos, digo muito ricos, não pagam imposto sobre lucros e dividendos! Isso tudo é uma falácia desse banqueiro e o povo não vê! As reformas trabalhista e da previdência e não geraram nada!
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joao da silva 11:42 AM Mar 11, 2020
Mentira, vai estudar antes de escrever bobagem.
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André Rosenweiss 10:23 AM Mar 11, 2020
O interessante é notar que ninguém lembra das reformas da previdência e trabalhistas que foram aprovadas a pouco tempo e retiram direitos do trabalhador e na época, os safados diziam que iriam gerar 'trilhões' de empregos e colocar a ecônomia nas alturas! Os marginais aproveitam essas crises para aprofundarem as safadezas contra o trabalhador!
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Esteves 10:28 AM Mar 11, 2020
Bolsonaro falava sem parar tb de Niobio e Grafeno. Foi eleito e acabou o assunto.
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FLAVIO PEREIRA DE SOUZA 9:49 AM Mar 11, 2020
Nada disso vai botar os vagões nos trilhos,porque o problema é de credibilidade. Ninguem aguenta Presidente que dá chiliques todo dia, gerando um ambiente inseguro para investimentos, dizendo e desdizendo igual troca de camisa.O que vale hoje valerá amanhã? Ninguem sabe, nesse cenario conturbado, quem vai botar dinheiro numa republica de bananas dessas?
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Lucas 9:46 AM Mar 11, 2020
O que prova que o problema dele nem é burrice e incompetência, é má fé mesmo. Será possível que depois de comprovar MAIS UMA VEZ que sua ideologia é um completo desastre o Jegues apresenta 14 reformas em que NENHUMA DELAS é anticíclica e que só servem para continuar esse desastre? Quem está ganhando com essa política? Dica: o próprio Jegues é investigado por fraudes e fundos de pensão e o BTG Pactual, fundado por ele, tem mais de duzentos registros em cinco paraísos fiscais.
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joao da silva 10:14 AM Mar 11, 2020
Política anticíclica é piada , só pode. O pinóquio escutou muito as lorotas da Dilma.
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Esteves 9:45 AM Mar 11, 2020
Nenhuma PEC ou PL sobre fim do Auxilio Moradia que seria uma Economia Fundamental nessa Crise.
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