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História

Medicamento foi proibido em 1961 em todo o mundo

Sáb, 16/01/10 - 17h15

Desenvolvida em 1957 pelo laboratório alemão Chemie-Grünenthal, a talidomida foi proibida em 1961 em todo o mundo. Entretanto, segundo Rosângela Nascimento, presidente da Associação Brasileira das Vítimas da Talidomida, o Brasil voltou a produzir o medicamento em 1965, “para tratar hanseníase (a lepra)”.

O medicamento popularizou-se como droga para o combate aos enjoos do início da gravidez. “Os estudos indicaram que a talidomida era um medicamento considerado seguro e com poucos efeitos colaterais. Mas não foram realizados testes de teratogenicidade, ou seja, possibilidade de desenvolvimento de anomalias que levassem a malformações fetais”, informa o biólogo e professor da Universidade Federal de Lavras, Jerry Borges.

E aí os casos de malformação fetal começaram a aparecer. O primeiro caso conhecido relacionado ao consumo de talidomida foi registrado na Alemanha, logo após seu lançamento. “Coincidentemente, afetou um filho de um trabalhador da própria Chemie-Grünenthal. Os casos de anomalias relacionadas à talidomida multiplicaram-se e, em 1961, tornou-se claro que o medicamento era o culpado”, conclui o pesquisador. Segundo Borges, mais de 10 mil crianças foram afetadas pela talidomida no mundo. (JH)

Talidomida é produzida em grande escala em Minas Gerais
Brasil. O Ministério da Saúde adquiriu em 2009 (para uso no ano passado e em 2010), 6.850.560 compridos de talidomida.

Minas Gerais. Em 2009, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais entregou 466.490 comprimidos de talidomida a pacientes do Estado.

Funed. A Fundação Ezequiel Dias (Funed) bateu, em 2009, o recorde de produção de talidomida, 8 milhões de unidades. A fundação é o único laboratório oficial a produzir o medicamento.

Indicação. O remédio é utilizado no auxílio do tratamento da hanseníase, lúpus, câncer na medula óssea (ou mieloma múltiplo), artrite reumatóide, sintomas de portadores do vírus HIV e pacientes submetidos a transplante de medula óssea.

Efeitos adversos. As deformidades causadas pela talidomida nos fetos caracterizam-se por defeitos no desenvolvimento dos ossos longos dos membros superiores e inferiores.

Associação. A droga ainda está associada a problemas oculares e auditivos, como microftalmia e síndrome dos olhos de gato (ou coloboma); anomalias genitais, neuropatias periféricas e defeitos nos rins, pulmões, intestino e coração.

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