Greve nacional

Protestos contra cortes na educação ocorrem em ao menos 22 Estados e DF

Milhares de pessoas já se reuniram, desde o início da manhã, em Brasília, Curitiba, Fortaleza, Salvador, e outras capitais, além de Belo Horizonte

Qua, 15/05/19 - 11h17

Em cidades de ao menos 22 Estados, mais Distrito Federal, estudantes, trabalhadores da educação e sindicalistas se mobilizam desde a manhã desta quarta-feira (15) para protestar contra o bloqueio de verbas das universidades públicas e de institutos federais promovido pelo governo de Jair Bolsonaro.

Convocados por entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), os atos também criticam a possibilidade de extinção da vinculação constitucional que assegura recursos para o setor e a proposta de reforma da Previdência.

Segundo a CNTE, há atos previstos nas 27 capitais brasileiras e em várias outras cidades do país.

Brasília

Os manifestantes se concentraram em frente ao Museu da República, na Esplanada dos Ministérios. Dali, seguiram em direção ao Congresso Nacional, portando faixas e cartazes contra o contingenciamento de 3,4% das chamadas despesas discricionárias, ou seja, aquelas não obrigatórias, que o governo pode ou não executar, e que incluem despesas de custeio e investimento.

Do alto do carro de som que acompanha a marcha, manifestantes discursam em favor de mais investimentos nas universidades públicas e sobre o risco de o corte de verbas inviabilizar as pesquisas desenvolvidas nos campus acadêmicos. Segundo cálculos da PM, às 11h, o ato reunia cerca de 2.000 pessoas.

Segundo a UNE, o contingenciamento coloca em risco a manutenção e a qualidade das universidades públicas, prejudicando seus atuais alunos e jovens que cursam o ensino médio e veem ameaçada a possibilidade de ingresso no ensino superior.

Belo Horizonte

Na capital mineira, estudantes do Cefet iniciaram a manifestação na avenida Amazonas por volta das 7h e seguiram, a pé, até a Praça da Estação, onde se encontraram, por volta das 9h30, com outros manifestantes, vindos da Faculdade de Medicina da UFMG. Por volta das 11h, a praça já estava lotada, principalmente de estudantes, doentes, servidores e dindicalistas.

Veja a galeria de fotos do protesto em BH:

São Paulo

Em São Paulo, diversas escolas particulares também aderiram à greve. No início da manhã, alunos da USP protestaram em frente a uma das entradas da universidade. A manifestação na cidade está marcada para acontecer às 14h, na avenida Paulista. No Rio de Janeiro, o protesto vai iniciar às 15h, na Candelária.

Fortaleza

Em Fortaleza (CE), o ato começou bem cedo, às 5h, com bloqueio da Avenida da Universidade, no Bairro Benfica por um grupo de estudantes de instituições federais do Ceará. Por volta de 7h20, os manifestantes seguiram para o centro da capital cearense.

Salvador

A mobilização já lotava o Largo do Campo Grande, no centro, quando, perto das 10h, estudantes, professores, sindicalistas e apoiadores da manifestação saíram em caminhada com destino à Praça Castro Alves, distante cerca de 1,5 quilômetro. A Polícia Militar acompanha a manifestação a fim de garantir a segurança das pessoas, mas não divulgará o número de participantes.

Curitiba

Na capital paranaense, manifestantes que partiram de diferentes pontos da cidade se concentram em frente à Universidade Federal do Paraná, na região central da cidade. Está prevista uma caminhada até o Centro Cívico, a cerca de 2 quilômetros de distância. Dali, o grupo planeja seguir para a sede da prefeitura antes de se dirigir à Assembleia Legislativa, onde representantes do grupo devem se reunir com deputados estaduais. Até as 11h, a Polícia Militar (PM) não tinha calculado o número de manifestantes.

Outras capitais

Também ocorrem protestos em Goiás, Tocantins, Pernambuco, Sergipe, Maranhão, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas, Acre, Roraima e Mato Grosso do Sul.

Texto atualizado às 12h54

(5) comentários

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Psi Soares 5:59 PM May 15, 2019
Pois bem.O ministro ja foi bem claro q se trata de 3,5% do total da verba.Nossas faculdades viraram centros ideológicos que fazem ma gestão do dinheiro que e do povo. Existem pesquisas importantes sim,mas a maioria do conteúdo gerado e inútil.A midia,esquerda,corruptos estao contra uma tentativa de melhora.Avante bolsonaro
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Fernando Cruz 2:27 PM May 15, 2019
Canhotos burros, idiotas úteis! 30% da verba dos cursos de humanas que não foram justificados na prestação de contas equivale a 3,5% do total do orçamento! Sinceramente, da uma vontade enorme de te chama-los de bwrr0, mas acho que c@N/\Lh@ ficaria melhor! Me digam, o que acham?
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Maria Isabel Azevedo 2:02 PM May 15, 2019
Pior, se vê colegas, familia sendo contra...Com professores, aposentados, na ativa, vendo seus salários e emprregos e de seus filhos e netos, acreditam nesses seres que só entraram para cortar empregos e salários...Até agora não se viu nada para conduzir ao crescimento...Só cortes! Que ministro gênio de Economia é esse?
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othoniel 1:34 PM May 15, 2019
Quem é contra essas manifestações, é contra a EDUCAÇÃO. Afinal, um país de analfabetos, ficaria mais fácil de ser dominado.
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Psi Soares 6:03 PM May 15, 2019
Ata
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