Cultura

Exposição fotográfica mescla dança e tecnologia para reflexão sobre a pandemia

“Dual: Do Caos à Essência”, das fotógrafas Daniela Braga e Juliana Lima, é realizado até 20 de dezembro

Qui, 26/11/20 - 21h34
audima

Durante 26 dias, Belo Horizonte será palco para um show de arte e reflexão sobre a pandemia. A exposição: “Dual-Do Caos à Essência”. Até 20 de dezembro nos dois andares do salão circular do espaço Avantgarde, traz, em um cenário que mistura dança, música, projeções mapeadas e criatividade, 18 imagens registradas pelas fotógrafas mineiras Daniela Braga e Juliana Lima, de bailarinos utilizando apenas três componentes que se tornaram essenciais a partir do coronavírus: máscara, consciência e atitude.

“A sensibilidade dos artistas embutida em cada foto, por meio de movimentos e expressões faciais, reproduz um pouco das experiências e emoções vividas pelas pessoas nesse momento caótico. É a eternização de sentimentos e transformações em imagens históricas”, destaca Daniela Braga.

As fotografias jogam com a luz, as cores e com o movimento para reproduzirem o caos e, ao mesmo tempo, mostrarem a essência das emoções humanas. Outro detalhe é a profundidade das imagens, que pode ser sentida nos dois metros e meio de altura de cada uma das obras. “Estamos vivendo um período delicado, com uma mistura de sentimentos, conflitos, incertezas e, ao mesmo tempo, de transformações, por isso registrar de forma artística e convidar as pessoas a refletirem sobre esse cenário histórico mundial é tão importante”, comenta Juliana Lima.

Essa percepção individual sobre a desordem emocional, física, sanitária e econômica, que impactou o planeta, ainda pode ser percebida nas projeções mapeadas que simulam a comunicação dos bailarinos com as fotos.  “Cada um deles fez a sua dança do caos, com o corpo e com o rosto, que poderá ser assistida por meio das projeções que vão rodear cada um dos quadros”, adianta Juliana. A fotógrafa acrescenta que a integração será do bailarino com ele mesmo. “Na foto ele se mostra e na projeção ele se observa. A essência e o caos juntos”, explica.

A música também terá um papel especial na mostra. “Ela fará uma conexão entre as obras, os dançarinos e os sentimentos e conflitos expressos”, diz Daniela. Para isso, o maestro André Brant, a soprano Camila Correa, o violinista Lucas Barreto, o trompetista Pacífico Júnior, o contrabaixista Camilo Christófaro e o artista Márcio Buzelin, da banda Jota Quest, criaram um arranjo musical exclusivo para a exposição.  

A exposição pode ser visitada de quarta-feira a domingo, entre 18h e 22h.  Os interessados poderão adquirir os ingressos no site do Sympla. Como medidas de proteção contra a covid-19, no local serão utilizadas máscaras, álcool em gel e será feita a medição de temperatura e adotado o distanciamento entre as pessoas.

O Avantgarde fica na avenida Raja Gabáglia, 4343, bairro Santa Lúcia, em Belo Horizonte.

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