Pensando nos filhos

Justiça de Minas oferece 'oficina de divórcio' para quem quer se separar

TJMG e PUC Minas querem priorizar o bem-estar dos filhos e protegê-los de separações conflituosas

Qui, 13/06/19 - 22h05
De acordo com o IBGE, em 2017, no Brasil, foram 373.216 os divórcios em primeira instância

Você está pensando em se separar ou já está em fase de separação? Já parou para avaliar os prejuízos que isso pode trazer para os seus filhos?

Pensando nisso, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em parceria com a unidade São Gabriel da PUC Minas, vão oferecer “Oficinas de Divórcio” para atender famílias em dissolução de união estável ou divórcio, priorizando o bem-estar dos filhos e protegê-los de separações conflituosas.

“Um dia, a casa vira duas e a rotina de filhos de pais separados se altera. Pensando no bem-estar dessas crianças, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) e a PUC Minas realizam a Oficina de Pais e Filhos, nos dias 18 e 19 de junho”, informa o TJMG.

De acordo com o coordenador do Cejusc de Belo Horizonte, Clayton Rosa de Resende, a ruptura do relacionamento dos pais afeta os filhos.

“O Judiciário, por meio da reflexão, busca oferecer apoio especializado aos pais para encontrar saídas possíveis para os conflitos e ajudá-los a perceber a necessidade de proteger os filhos dos efeitos danosos de uma separação conflituosa”, explica Resende.

Para a psicóloga judicial Fernanda Simplício, “a separação em si é um processo de mudança e gera desequilíbrios”. De acordo com ela, quando ainda há conflitos entre o casal, este não consegue nem mesmo resolver questões de interesse dos filhos, como pensão, partilhas e guarda.

“No litígio, há muita mágoa ou raiva, trocas de acusações, então há uma disputa por ganho. E isso acaba envolvendo os filhos, porque os pais disputam também quem vai ficar com a guarda”, exemplifica. Ela esclarece que as oficinas não têm a pretensão de resolver os problemas do casal, mas ajudar a rever a postura em relação aos filhos.

Ainda de acordo com Fernanda, durante o conflito “os pais não dão mais conta de dialogar, e os filhos ficam num fogo cruzado”. De acordo com ela, intencionalmente, ou não, um ou outro pode dificultar as visitas ao filho, influenciar a criança contra um dos genitores, omitir informações sobre o menor, prejudicando a relação deste com o pai ou a mãe.

Essa interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente chama-se alienação parental e também será abordada nas reflexões das oficinas.

Objetivo

De acordo com o TJMG, as oficinas têm caráter preventivo ou de facilitador na busca de soluções para casos concretos e destinam-se, portanto, a pais que querem se separar ou já estão em fase de separação.

Serviço

As oficinas de pais e mães serão realizadas em 18 de junho, às 18h, e 19 de junho, às 13h30, na PUC São Gabriel, salas 107-C e 106-C, respectivamente. Pais e mães participam em dias separados. As oficinas para adolescentes serão realizadas em 19 de junho, às 13h30.

As inscrições já estão abertas, são gratuitas e podem ser feitas na Paróquia Santa Maria de Nazaré ou no Serviço de Assistência Judiciária (SAJ) da universidade, pelo telefone 3439-5232, ou pessoalmente, na Rua Walter Ianni, 155, Bairro São Gabriel. (Com informações do TJMG)


 

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