Danos morais

Mineira é indenizada por clínica após reconhecer fotos íntimas em livro

Ela contou que trabalhava na clínica e se submeteu a um procedimento de flacidez mamária e as fotos foram tiradas a pedido da chefe dela, mas não houve informação de divulgação

Sex, 18/09/20 - 22h25
Mulher será indenizada em R$10 mil
audima

A Justiça de Minas Gerais condenou uma clínica de estética a indenizar uma mineira que teve fotos de suas partes íntimas divulgadas sem autorização dela. A indenização é no valor de R$ 10 mil por danos morais. A Justiça também proibiu que a imagem da vítima seja usada, sob multa de R$ 5 mil. 

A mulher informou para a Justiça que, durante o período em que trabalhou na clínica de estética, sua chefe pediu que ela se submetesse ao procedimento  para correção de flacidez mamária. Ela foi informada de que seriam tiradas fotos da região, mas apenas para verificar o resultados.  

No entanto, ela contou que foi surpreendida quando suas imagens foram usadas em uma sala de aula, sem qualquer autorização. O dono da clínica é um professor universitário e a vítima uma aluna. Ela contou que o fato a desestabilizou emocionalmente a tal ponto que precisou sair da sala.

A estudante disse ainda que o professor também estava usando a imagem para ilustrar um artigo de seu livro sobre eletroterapia. Diante disso, ela buscou a condenação, tanto da clínica, por ter repassado as imagens, quanto do professor, pelo constrangimento ao qual foi submetida. Além da reparação, a mulher pediu também que os dois fossem proibidos de utilizar as fotos, sob pena de multa.

Com assessoria de imprensa do TJMG 

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