Indenização

Mulher recebe R$ 15 mil depois que médico esqueceu sonda em seu joelho

A mulher descobriu que a equipe médica havia deixado o material cirúrgico em seu joelho e seria necessário um novo procedimento para retirada

Ter, 18/06/19 - 19h05
Fundação Hospitalar São Francisco de Assis de Belo Horizonte e médico responsável deverão pagar R$ 15 mil por danos morais à paciente

Após superar o trauma vivido ao enfrentar uma cirurgia dolorosa, uma mulher descobriu que a equipe médica responsável pela operação havia esquecido uma sonda dentro de seu joelho. Assim, a Justiça de Minas Gerais determinou que um médico e a Fundação Hospitalar São Francisco de Assis de Belo Horizonte devem indenizá-la em R$ 15 mil, por todos os danos sofridos. 

Ao tribunal, a vítima contou que, após a intervenção cirúrgica, passou a sentir dores fortes e foi encaminhada à fisioterapia. Com o treinamento, as dores se tornaram mais intensas e ela decidiu procurar um novo médico.

Após uma radiografia, a descoberta: o material estava preso em seu joelho e ela precisaria de uma nova cirurgia para retirá-lo. A defesa teria alegado que o material se partiu durante o procedimento.

A desembargadora Aparecida Grossi, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, definiu que o valor supriria os danos morais sofridos pela paciente, uma vez que houve falha na prestação do serviço por parte do médico. A relatora do processo apontou ainda que não houve justificativa plausível para o engano. 

O valor da indenização foi fixado em R$ 15 mil, a título de danos morais. A desembargadora Aparecida Grossi, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), considerou que houve falha na prestação do serviço por parte do médico. 

A defesa do profissional apontou que a paciente apresentava um quadro de atrofia no quadríceps e essa era a razão pela qual sentia dores intensas no joelho esquerdo. Assim, para o médico, não houve queixas de dor na face lateral do joelho, onde estava a sonda. Ele alegou ainda que não tinha culpa no ocorrido. 

Grossi entendeu que o fato de o médico e o hospital terem confessado que o material se partiu durante o procedimento cirúrgico resulta em falha na prestação dos serviços. 

Outro lado

Em nota, a Fundação Hospitalar São Francisco de Assis informou que "não houve falha no procedimento cirúrgico ou nos serviços prestados pelo hospital, fato reforçado pela perícia realizada" e que "o rompimento do fio guia é uma ocorrência comum em intervenções ortopédicas, não causando danos ao paciente". 

"A FHSFA pontua, ainda, que as dores relatadas pela paciente no pós-cirúrgico não tinham relação direta com o fio-guia rompido (que estava localizado em outra parte), mas com o problema de saúde da mesma", comunicou ainda. 

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