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Rádio Super: 'Política é destino', diz ex-ministro Luiz Henrique Mandetta

Ex-comandante da pasta da Saúde disse ainda que não guarda mágoas do presidente Jair Bolsonaro e que as ações do novo ministro da Saúde, Nelson Teich, ainda são tímidas

Ter, 05/05/20 - 09h48
Ex-ministro da Saúde concedeu entrevista exclusiva à rádio Super nesta terça-feira (5)

Em entrevista à rádio Super 91.7, na manhã desta terça-feira (5), o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, fez um balanço sobre o enfrentamento do coronavírus no Brasil. Ao ser questionado em uma série de perguntas em respostas bate-pronto, sobre as eleições em 2022, Mandetta respondeu: "política é destino."

O ex-ministro da Saúde também disse que não ficaram mágoas em relação ao presidente Jair Bolsonaro sobre sua exoneração da pasta. "Obviamente ele (Bolsonaro) tinha uma visão do problema diferente da minha. Ele entendeu que precisava de um tipo de ministro que fizesse um outro tipo de política. E estava muito além do meu entendimento sobre o problema", afirmou.

Enfrentamento da pandemia

Mandetta também explicou que falta de medicamentos, como já acontece no Rio de Janeiro, é um problema pontual e que não deve ser sentido em outras regiões do Brasil.  Em contrapartida, o Brasil pode sofrer com a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para a equipe da saúde, escassez de ventiladores pulmonares, essenciais nos casos críticos da Covid-19

, e até mesmo não ter profissionais suficientes, o que chamou de "falta de recursos humanos". 

"Acredito em falta de EPI a dificuldade de EPI, a questão de ventiladores, mas ainda dificuldade de produção e de escala até o final de julho, técnicos de enfermagem para trabalharem nessa área de produção intensa. Então esses três itens EPI, Ventiladores e recursos humanos são três itens que precisam estar muito bem dimensionados

Mandetta também afirmou que Belo Horizonte é referência no combate á pandemia em relação a outras cidades do Brasil. "Esse vírus não negocia com ninguém. Simplesmente alguma coisa que a gente tem para tentar diminuir um pouco o percentual de contágio, o percentual de agravamento e colapso na rede é exatamente tentar passar por ele de uma forma mais devagar, mais organizada. E nesse sentido eu vejo Belo Horizonte como uma referência para os demais prefeitos do Brasil", afirmou.

Sobre o trabalho do novo ministro da Saúde, Nelson Teich, o ex-comandante da pasta diz que não vê muitas diferenças em comparação ao seu. "Acho que quem está tomando as medidas são os governadores e os prefeitos. O Ministério da Saúde, o que ele faz são recomendações e eu acho que as recomendações são ainda muito tímidas por parte do atual ministério. Tem alguns prefeitos zelando muito por suas comunidades, alguns governadores, e alguns flexibilizando, alguns com critério e alguns sem critério", avaliou. 

(7) comentários

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Mineiro 2:50 PM May 05, 2020
Lula de seu sofá... tomando uma birita de salinas... e rolando no chão vendo essa palhaçada toda. De MAndeta a Moro a atriz global....
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Lucas 1:14 PM May 05, 2020
Virou político mesmo, porque dizer que as medidas do Teich são "tímidas" é a mais pura passada de pano. Não são tímidas, são criminosas mesmo. Brasil prestes a se tornar o epicentro mundial da economia e o sujeito continua se negando a fazer testes.
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Everaldo Ribeiro Cassimiro 12:16 PM May 05, 2020
Que Mandetta nos proteja. Amém !!!!!
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Paulo Barbosa 11:29 AM May 05, 2020
A pandemia assumindo proporções terríveis em nosso país, e mostrando a real e verdadeira da precariedade de nossos serviços de saúde, só lembrados nesta situação a falta de verbas e prioridade nesta área tão carente de tudo e políticos , com planos de saúde generosos , caros , mantidos com o dinheiro pago através dos impostos pelos contribuintes , ficar discutindo política e futuro, não é um momento adequado. O combate ao inimigo , o coronavírus deveria ser a prioridade máxima.
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Maria Isabel Azevedo 10:26 AM May 05, 2020
É vergonhoso a pandemia virar moeda de troca de políticos...Não existe ministro nesse momento, nem gestão, nada...É cada um por si! E se o governador e prefeito não for bom, morremos,mesmo!Com Mandetta pelo menos, e equipe, sabíamos o que se passava no país...
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Everaldo Ribeiro Cassimiro 10:23 AM May 05, 2020
O ideal seria que houvesse um protocolo para todos do ministério da saúde e das lideranças do país , mas como temos um palhaço na "in presidência" que só fica no zap-zap fazendo fofoca a coisa virá uma zorra total.
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Everaldo Ribeiro Cassimiro 12:16 PM May 05, 2020
Zorra total até que rimo!!!
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