Aviação

Embraer entrega primeira unidade do maior avião comercial do Brasil

Aeronave da Azul vai estrear de Campinas a Brasília e, depois, fará a ponte aérea; promessa é custo por assento 25% mais barato que o do antecessor

Qui, 12/09/19 - 21h16
Um quarto do valor investido no programa foi destinado ao desenvolvimento das novas asas do E2

A Embraer entregou nesta quinta-feira (12) a primeira unidade do jato E195-E2, maior avião comercial projetado e construído no Brasil. O modelo é o segundo lançamento da nova família de jatos E2, aposta da futura Boeing Brasil Commercial no mercado de aviões para até 150 passageiros – o menor, E190-E2, foi lançado em 2018.

A companhia de lançamento do E195-E2 será a Azul, que encomendou 51 unidades para renovar sua frota. Hoje, a Azul voa com o E190 e o E195 de primeira geração, sendo a única grande companhia aérea brasileira a operar jatos da Embraer. A meta é substituir todos os jatos E1 por E2 até 2022, afirmou o fundador da Azul, o executivo David Neeleman.

A primeira rota operada pelo E195-E2 será Campinas–Brasília. “Vamos começar já em outubro”, afirmou o presidente executivo da Azul, John Rodgerson. A empresa pretende utilizar o novo jato na ponte aérea Rio–São Paulo a partir do próximo ano. Segundo ele, a companhia espera abrir de seis a oito novas rotas por ano graças ao E2.

O desafio do novo avião será provar a economia que promete para deslanchar as vendas. A Azul vai operar o E195-E2 na configuração de classe única, com 136 assentos – o modelo tem capacidade para até 146 passageiros, quase 20 a mais que o da primeira geração.

Ao mesmo tempo, o custo por assento, cálculo crucial para as companhias, caiu 25,4% em relação ao antecessor, segundo a Embraer. A manutenção é 20% mais barata, também de acordo com a fabricante. Além disso, o alcance de voo aumentou, chegando a 4.917 quilômetros. “Normalmente se melhora um ou outro (custo por assento ou alcance). Com o E2, conseguimos ambos”, ressaltou o presidente executivo da Embraer Aviação Comercial, John Slattery.

O programa E2 recebeu investimento de US$ 1,75 bilhão (R$ 7,1 bilhões). Até o momento, no entanto, as encomendas não deslancharam. Dentre os 124 pedidos firmes pelo novo modelo, a Azul é a única cliente de grande porte. Outras encomendas vieram de pequenas companhias da Espanha, da Nigéria e de empresas de leasing. E um antigo cliente, a americana JetBlue, controlada por Neeleman, trocou o E195-E2 pelos Airbus A220.

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