No bolso

Apesar de recuo, preço da gasolina já subiu 4% no ano

Mesmo com queda no valor em maio e junho, combustível aumentou mais que a inflação desde o início de 2019; etanol está mais vantajoso

Preço da gasolina recuou nas últimas quatro semanas, segundo pesquisas
PUBLICADO EM 13/06/19 - 20h16

Após sucessivos reajustes entre janeiro e abril deste ano, chegando a oito vezes o índice da inflação, os motoristas estão, enfim, sentindo no bolso o recuo no preço dos combustíveis. Pesquisas do site Mercado Mineiro e da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que o litro da gasolina e do etanol registraram queda entre maio e junho em Betim. As pesquisas foram realizadas antes do anúncio feito pela Petrobras na terça (11) de reduzir o valor da gasolina em 3% para as refinarias.

Mesmo com o recuo nos preços nas últimas quatro semanas, em seis meses, a gasolina subiu 4,05%, avançando mais rápido que a inflação esperada para o ano inteiro (4,07%).

Conforme levantamento do site Mercado Mineiro, encerrado no último dia 6, o preço médio do litro da gasolina na cidade custa R$ 4,666, valor 2% menor do que o registrado no levantamento anterior.
Já o etanol apresentou uma queda mais acentuada no preço, custando em média R$ 2,899, ou seja, uma diferença de 4,48% para a pesquisa anterior (R$ 2,996). 

Com esses valores, segue mais vantajoso para o motorista abastecer com álcool. Isso acontece quando o preço do etanol representa até 70% do valor da gasolina. 
“O etanol é altamente viável para o bolso do consumidor quando comparamos os preços médios. Hoje, o valor médio do litro de etanol corresponde a 61% do valor médio da gasolina comum”, destacou o diretor do site Mercado Mineiro, Feliciano Abreu.

O Sistema de Levantamento de Preços da ANP também mostrou que os combustíveis apresentaram recuo nos preços, apesar de ser em menor proporção. Na pesquisa realizada na segunda semana de maio, em 11 postos da cidade, o litro da gasolina custava em médio R$ 4,711 e, no último, realizado na sábado (8), R$ 4,68. Já o etanol saiu de R$ 3,171, em 18 de maio, para R$ 3,033 em 8 de junho. 

Porém, nessa semana, a reportagem foi a alguns postos de combustíveis e constatou valores ainda mais baixos do que os registrados pelos dois institutos. Em média, o preço da gasolina encontrado foi de R$ 4,59, e o do álcool, R$ 2,79.

“Realmente, houve uma queda do preço do combustível nos últimos dias, mas ainda é tímida, até mesmo, pelo tanto que já havia subido neste ano. O problema é que os recuos não são na mesma proporção dos aumentos”, reclamou o auxiliar administrativo Fernando Teixeira.

 

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