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Impacto das soft skills no futuro do trabalho
Publicado em: Qui, 25/04/19 - 03h00

O avanço da tecnologia tem trazido benefícios e desenvolvimento para a sociedade, além de fomentar um consequente crescimento da economia. Este movimento, que é inevitável, tem destruído e destruirá muitos postos de trabalho, ao mesmo tempo em que outros tantos serão criados. A grande questão é: como os humanos criarão valor em um mundo cada vez mais automatizado? Que habilidades são necessárias para lidar com essa mudança monumental na economia?

Atualmente, seis de cada dez ocupações são tecnicamente automatizáveis. O estudo Futuro dos Empregos do Fórum Econômico Mundial sugere que 5 milhões de empregos serão perdidos antes de 2020, à medida que a inteligência artificial (IA), a robótica e outros fatores socioeconômicos substituem a necessidade de trabalhadores humanos.

Mais de 2,1 milhões de empregos também serão criados como parte dessa força de trabalho em mudança. Como tal, “a capacidade de reagir e adaptar-se a avanços rápidos em tecnologia” foi uma habilidade essencial apontada.

Neste contexto se destacam as soft skills. Soft skill é um termo em inglês usado para definir habilidades comportamentais, competências subjetivas difíceis de avaliar. Têm mais a ver com quem as pessoas são e não o que elas sabem. Em 2016 o relatório The Future of Jobs, do World Ecomomic Forum, destacou as 10 principais competências e habilidades que serão mais demandamos pelas empresas em 2020.

1. Solução de problemas complexos: é a capacidade usada para resolver problemas novos e mal definidos em configurações complexas oriundas de um mundo VUCA. É a habilidade de olhar para um problema de diferentes formas.

2. Pensamento crítico: é a capacidade de questionar ideias e pressupostos em vez de apenas aceitá-los. É raciocinar e ser um aprendiz ativo em vez de um receptor passivo de informações.

3. Criatividade: a capacidade de produzir ideias originais e incomuns, ou de fazer algo novo que gere valor.

4. Gestão de pessoas: capacidade de liderar e integrar pessoas a fim de melhorar continuamente o desempenho de equipes por meio de feedbacks, com metas e expectativas claras, alinhadas à estratégia da organização e criando um ambiente de desenvolvimento contínuo em prol de um resultado comum.

5. Coordenação com os outros: capacidade de envolver indivíduos e equipes em prol de um objetivo comum, usando múltiplas habilidades como negociação, gestão de pessoas e tomada de decisão.

6. Inteligência emocional: capacidade de identificar as próprias emoções com mais facilidade, controlar impulsos, canalizar emoções para situações adequadas. É conseguir se automotivar e seguir em frente, mesmo diante de frustrações.

7. Análise e tomada de decisão: é a capacidade de decidir e resolver problemas analisando criteriosamente dados relacionados a circunstância, criando e avaliando opções, implementando as melhores soluções possíveis.

8. Orientação para serviços: capacidade de colaborar, de concentrar-se em identificar as necessidades dos clientes internos e externos e descobrir como melhor atendê-las.

9. Negociação: habilidade de influenciar pessoas em prol de um objetivo, mantendo um ambiente amistoso e atmosfera positiva.

10. Flexibilidade cognitiva: capacidade de processar vários conceitos simultaneamente. Habilidade de mudar rapidamente de pensamento de um tema a outro.

Estamos em 2019 e sabemos que muita dessas habilidades já vêm eliminado candidatos em processos seletivos ou preterindo profissionais de alcançarem um próximo passo em suas carreiras.

Saber treinar essas habilidades é fundamental para o desenvolvimento de uma carreira de sucesso e para transitar nesse cenário adverso e complexo o primeiro passo é o autoconhecimento.

O autoconhecimento é um processo que tem como objetivo identificar padrões de pensamento e hábitos pessoais. É a principal ferramenta para que se possa compreender e treinar os hábitos que se deseja consolidar em direção ao sucesso. Um bom processo de coach auxilia neste exercício. Ao investir em autoconhecimento, é possível entende melhor quem somos, o que queremos, e como chegar lá.

O mundo está mudando em uma velocidade absurda, de modo que em um piscar de olhos nos tornamos obsoletos, o que nos exige transformações e adaptações rápidas. E você? Como está se preparando para se adaptar ao presente futuro?

Jeise Moreira é conselheira da ABRH-MG

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Nestor Martins Amaral Júnior 8:26 AM Apr 25, 2019
Ótimo artigo. Deveria ser lido pela classe política durante os trabalhos de reforma para o desenvolvimento do país e entendido por quem perder eventuais privilégios. É útil em todos os segmentos. Na educação novos paradigmas devem nortear a grade curricular hoje obsoleta e fora da realidade do mercado. Quanto à perda de postos de trabalho pela automação, isso deve ser compensado por reduções de jornadas, pois não se pode matar o mercado de consumo basicamente formado pela classe trabalhadora.
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