Opinião

O esquerdismo, o bolsonarismo e a liberdade

Publicado em: Ter, 23/11/21 - 03h00

Li uma resenha do livro “A Mente Esquerdista: As Causas Psicológicas da Loucura Política”, do psiquiatra americano Lyle Rossiter. A obra faz um exame político social dos esquerdistas radicais, caracterizando-os como pessoas que costumam negar a responsabilidade pessoal, que promovem a dependência do governo, racionalizam a violência, justificam o roubo, desafiam a tradição social e religiosa, se rebelam contra os deveres da cidadania etc. Achei as definições muito realistas, mas não vou me reter às rédeas curtas dos radicais pré-históricos nem aos que depreciam seu conhecimento usando jargões infundados contra nosso mandatário, chamando-o de “genocida”, “miliciano”, “homofóbico, “antidemocrático”, entre outras bobagens. 

O que realmente me preocupa são os jovens que ainda acreditam em uma esquerda “light”. A maioria deles – e isto serve para muitos adultos – mesmo tendo bons princípios e boa índole, não entende as benesses do capitalismo liberal e parecem ter perdido parte de sua inteligência cognitiva, não conseguindo distinguir entre a veracidade dos fatos e a fantasia das narrativas, estas hoje fortemente usadas por interesses financeiros de grande parte da mídia, e, claro, do jugo político protagonizado pela inescrupulosidade de algumas das vossas “excelências”, a exemplo de certos membros do que foi a fantasiosa CPI da Covid. 

Minha preocupação com a perda da inteligência cognitiva cresceu ainda mais ao ler aqui, em O TEMPO, uma pesquisa constatando que a maioria dos jovens entre 16 e 24 anos, votariam em Lula para presidente em 2022. Doutrinados por professores que, por sua vez, foram educados com a ideologia socialista de Paulo Freire, grande parte dos jovens hoje desconhece o fato de que o socialismo sempre foi um desastre absoluto e jamais rendeu frutos para o desenvolvimento econômico social, colhendo fracassos, corrupção e muita miséria, em todos os países onde foi implantado.

Quanto ao “bolsonarismo”, confesso não ter mais paciência para extremistas cuja boçalidade trata o fenômeno como uma “doença neurodegenerativa”, um “vírus do apocalipse” ou um “movimento nazifascista”, então o melhor a fazer é ignorá-los. Mas e quanto à perda da inteligência cognitiva dos que são usados como massa de manobra? 
Estes parecem desconhecer o fato de que Bolsonaro subiu a rampa do Planalto chutando a porta de um Brasil mergulhado em um caos profundo, sofrendo com a doença degenerativa dos conchavos político-econômicos, da gigantesca infecção de parasitas nos mais variados setores da máquina pública, além de sindicatos, artistas, ONGs, intelectuais adestrados... e pior: ainda correndo um enorme risco de falência com o moribundo, porém ainda resistente, Foro de São Paulo, a perigosa organização criada por Lula e Fidel para implantar o socialismo em toda a América Latina. 

Nada de estranho nisso, afinal, foram oito anos com o socialismo disfarçado do PSDB de Fernando Henrique, e dez de socialismo escancarado com Lula, Dilma e toda a corrupção petista. O presidente foi o primeiro a peitar todas estas turmas de forma escancarada, por isso querem tirá-lo da cadeira a todo custo. 

O Brasil tem potencial para se destacar com louvor entre as nações mais poderosas do planeta, e foi para abrir esta porta que Bolsonaro arregaçou as mangas, só não contava com o ataque insano das narrativas da mídia mainstream e do establishment político, que não dizem, por exemplo, que a atual crise está ocorrendo em todo o planeta, e que estamos melhores do que países como Australia, Alemanha, França e Itália.

E, quanto à liberdade, muitos não se atentam, mas ela é nosso maior patrimônio e está sendo atacada de forma contundente, não só no Brasil, mas em todo o mundo. Somos todos imperfeitos e carentes de saber; em suma, somos todos ignorantes. Eu, por exemplo, quanto mais tento manter ativa minha inteligência cognitiva, mais ignorante me sinto, pois o saber é um processo em constante evolução. Acontece que a maior parte da humanidade só alimenta seu aprendizado com os fatos e narrativas que melhor lhes convém, pois pesquisar o contraditório, além de cansativo, pode lhes render fortes críticas, e não estou me referindo aos teóricos da conspiração que pregam a “terra plana” e outras idiotices.

Porém, existe, sim, uma compilação de fatos facilmente verificáveis que não são claramente expostos, devido ao brutal cerceamento de “especialistas” convenientemente escolhidos, colunistas, articulistas e “eruditos” acadêmicos de esquerda que, com o uso de algumas mídias tradicionais, redes sociais e checadores de fake news, claramente deturpam e limitam a liberdade do pensamento crítico. Daí a guerra de informação que vivenciamos.

E, para encerrar, até o momento não enxergo nenhum candidato para uma eventual terceira via, que tenha a mesma força, a fé e os ideais de Bolsonaro para lutar contra tudo e todos que alimentam a gigantesca perversidade do sistema que nos aprisiona. E lembrem-se de que uso a camiseta grifada “não tenho político de estimação”.

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