Luiz Tito

O país volta a respirar

Publicado em: Ter, 15/09/20 - 03h00
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Todos sabemos da realidade e das consequências desta pandemia sem fim, refletidas no desemprego, na alta vergonhosa e desenfreada de preços, em especial dos alimentos e dos medicamentos, na falência de setores inteiros da economia e com que Orçamento público o país, os Estados e municípios abrirão 2021. Gastos estupendos e investimentos nunca previstos acometeram mais ainda o que sabíamos das nossas frágeis reservas públicas. Se o quadro já era de precariedade, é fácil fazer as contas do que nos espera. O governo Bolsonaro, justiça seja feita, evitou que a tragédia se avolumasse e liberou verbas que muito aliviaram a fome de grande parcela da população. Não basta, é verdade, mas há luz no fim do túnel.

O agronegócio provou que é uma das vocações mais certeiras, de melhor e mais rápida resposta que tem o Brasil. Se problemas na logística de escoamento da produção se deram, todo o restante da cadeia administrou os recursos necessários para que a produção seguisse crescendo, suprindo as demandas internas e toda exportação, esta muito bem-remunerada.

A mineração, idem, vivendo uma realidade somente conhecida em tempos de saudosa memória. Ontem, o índice Platts chegou a US$ 130 a tonelada (minério de ferro colocado na China); o ouro, a US$ 2.000 a onça; e o gusa de aciaria, a US$ 340 a tonelada. Setores como a siderurgia e a construção civil, que voltaram a operar mais fortemente, impulsionaram toda a mineração, do minério de ferro ao zinco. Essa resposta começa a ser percebida, e sua interferência na economia, especialmente na de Minas, é uma promissora realidade.

Alguns números da mineração, para reflexão, são, por exemplo, o crescimento das vendas comemorado por 60% das empresas em relação a 2019 (30% das demais se estabilizaram, e somente 10% caíram). Sobre a geração de empregos, 37% das empresas mineradoras cresceram na contratação de pessoal, e 58% delas mantiveram seu quadro de empregados em relação a 2019.

Um setor em que – pela sua abrangência, capilaridade e rápida resposta aos investimentos feitos – os governos federal, estadual e grande parcela de municípios mineiros deveriam prestar mais atenção é o de turismo. Há números confortáveis e que poderiam ser ainda muito melhores. Mas este será assunto para uma próxima coluna.

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