Matheus Vieira

A segurança digital na era home office

Publicado em: Sáb, 19/09/20 - 03h00
audima

O impacto da pandemia nas empresas em todo o mundo é inegável. Infelizmente, o necessário isolamento social fez com que muitas tivessem que encerrar ou suspender suas atividades. Porém, algumas conseguiram se adaptar e se manter produtivas durante este período. Nesse contexto, uma das medidas mais assertivas para a sobrevivência foi a adesão ao home office, que permitiu a continuidade das atividades e, ao mesmo tempo, preservou a saúde dos profissionais.

No entanto, a adesão ao trabalho remoto tem seus desafios. E, para algumas empresas, a adaptação tem sido um processo de tentativa e erro. A transformação dos ambientes domésticos em escritórios esbarra em vários obstáculos, como equipamentos inadequados, conexões inseguras, senhas fracas, antivírus desatualizados e outros. Ainda que muitas empresas tenham fornecido materiais de trabalho extras, a padronização de uma política de segurança digital é dificultada pela distância física, fazendo com que a fragilidade persista.

Um estudo internacional da Kasperky, realizado em abril deste ano, apontou que 73% dos profissionais que passaram a trabalhar em casa não receberam treinamentos sobre segurança de TI. Essa falta de capacitação pode fazer com que os trabalhadores se tornem alvos fáceis para hackers.

Essa realidade provoca, inclusive, um crescimento da demanda por cibersegurança. Segundo pesquisa da Fortinet, realizada no Brasil e em outros 16 países em julho deste ano, 90% das empresas devem aumentar seus investimentos em segurança cibernética nos próximos anos.

Diante disso, as companhias do ramo de tecnologia têm ampliado seus portfólios de serviços e produtos. A Dell, por exemplo, já comercializa computadores corporativos com recursos de segurança desenvolvidos. E o antivírus McAfee Safe Connect possibilita conexões privadas com criptografia semelhantes às utilizadas em bancos.

Essa preocupação é uma realidade cada vez mais presente no mercado. O desempenho de mercado da empresa norte-americana Okta ilustra essa tese. A organização fornece um software verificador de identidades por meio do envio de um código personalizado para os celulares dos usuários, garantindo um login seguro onde quer que ele esteja. No último trimestre, a empresa conseguiu aumentar sua receita em 43%, em relação ao ano anterior e, entre março e setembro, adquiriu mil novos clientes.

O crescimento significativo da Okta durante a pandemia demonstra como o investimento em cibersegurança é uma forte tendência. E, especialmente em função do isolamento social “forçado” e da necessidade de trabalhar à distância, as empresas passaram a compreender a importância de adotar medidas para garantir a segurança dos seus processos, sejam eles realizados no escritório ou nas casas dos colaboradores.

Comentários

Deixe seu comentário
* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso