Paulo Navarro

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Céu sem limites

Publicado em: Qui, 18/03/21 - 20h41
Kleber Meira, CEO da BH Airport

No fim de 2020, Kleber Meira era responsável pela área de novos negócios da CCR Aeroportos, grupo acionista do Aeroporto Internacional de BH, com Zurich e Infraero. Acionistas que buscavam um executivo afinado com o crescimento e a expansão planejada para os próximos anos. Acharam! Com a palavra, o CEO da BH Airport, concessionária do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, Confins. 

 Kleber, a pandemia e seus impactos. O ano de 2020 foi desafiador. Questão de saúde que afetou todos os aeroportos. Vínhamos de um 2019 superpositivo, com 11 milhões de passageiros/ano. O aeroporto estava pronto para conectar pessoas e negócios, com uma infraestrutura moderna e com espaço para crescimento. 

Mas no meio do caminho havia um vírus.  A crise contribuiu para uma mudança de mindset. Seremos melhores, mais seguros e eficientes. Fechamos 2020 com cerca de 5 milhões de passageiros; retomada gradual e segura. 

O que mudou na demanda diária dos passageiros? Antes tínhamos executivos ao longo do dia, no famoso bate-volta para reuniões. Agora, famílias que visitam parentes ou levam as crianças em férias. 

E em relação às rotas e conexões? Antes da pandemia, eram 45 destinos. Hoje, 33, sendo um internacional, além de aguardar a liberação do governo português para retomarmos os voos da TAP. 

Quais são as lições? Privilegiar a saúde e a segurança; comunicação transparente, ágil e atuante; adaptação como sobrevivência e resiliência. 

Quais os novos protocolos de saúde? Todas as medidas necessárias contra o coronavírus. Passageiros, visitantes e a comunidade aeroportuária com segurança, em terra e no ar. Limpeza e desinfecção das áreas comuns de todo o aeroporto. Dispensers de álcool, barreiras de proteção nos locais de atendimento e adesivos informativos. 

E a comunicação?  Uma campanha. Oito mil peças informativas sobre a higienização das mãos, o distanciamento, isolamento de assentos, uso de máscara etc. 

Quais os principais planos a partir deste ano? Rotas da Eastern Airlines para Nova York, Boston e Miami. Será a primeira vez que a companhia aérea fará voos regulares ao Brasil. E BH é a primeira cidade brasileira contemplada pela empresa. Revisão do mix de lojas, ampliando o número de marcas globais. 

Minas é um atrativo à parte? Está entre os dez destinos mais acolhedores do mundo. Temos que aumentar o número de voos, ampliar o número de empresas aéreas que usam Belo Horizonte como hub e, principalmente, fortalecer a relação com o governo e o trade turístico. Para completar, a Amerisolar Brasil é a segunda empresa a se instalar no Aeroporto Industrial. 

Quais as expectativas? Estamos na retomada. Em dezembro, alcançamos os 30 mil passageiros diários de antes, entre o Natal e o réveillon. A retomada ainda é incerta. Em 2022 a malha doméstica estará normalizada; a internacional deve levar de três a quatro anos para voltar ao normal.

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