Paulo Navarro

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Tudo Claro

Publicado em: Qua, 17/02/21 - 19h05
Ilmerson Gonçalves de Almeida Gomes, diretor regional da Claro

O diretor regional da Claro, Ilmerson Gonçalves de Almeida Gomes, nasceu e vive em Belo Horizonte. Mas já rodou o Brasil, no mercado telecom. “Ao longo dos meus 25 anos nas telecomunicações, rodei bastante o país. Já atuei no Nordeste, no Centro-Oeste e nos quatro Estados do Sudeste. Enfim, nesta imensidão que é nosso país, tive o privilégio de conhecer praticamente todos os Estados”. 

Que Estado te dá mais trabalho e prazer como diretor regional? Minas, Rio ou Espírito Santo? Trabalhar com tecnologia, telecomunicações e serviços é uma experiência muito gratificante. Não existe um dia igual ao outro. Um dia é um Estado que demanda mais dedicação e esforço, no outro, muda tudo, e o foco é um novo desafio. 

Qual ou quais as maiores mudanças na comunicação, desde os anos 1990? Cada dia, uma novidade. Começamos a década de 1990 com telefone fixo e TV paga como os grandes carros-chefes das empresas de telecom. A transformação no setor veio com a massificação da internet, velocidades de 128 kB e 256 kB eram desejadas pelas pessoas. Sempre fomos pioneiros e estivemos presentes em todas as novidades do setor, como com a internet residencial batendo 1 MB. Hoje as pessoas desejam 200 MB, 500 MB e até mais. A TV por assinatura evoluiu enormemente, e hoje temos o 4K. A telefonia móvel também. Hoje, você sai de casa sem carteira, sem bolsa, mas nunca sem um celular na mão. 

O mercado nunca foi calmo, mas 2020 deve estar dando trabalho até hoje, correto? Tivemos que nos reinventar. Da noite para o dia as pessoas foram forçadas a se trancar em casa, e dessa forma nossos serviços foram essenciais para que as pessoas pudessem acessar de forma remota seu trabalho e seus estudos e até mesmo interagir com outras pessoas. Os serviços não podiam ficar indisponíveis um minuto sequer. 

Os telefones, TVs e computadores “salvaram a pátria” da telefonia e do ser humano? A grande evolução sem dúvida passou pelo smartphone e sua infinidade de tarefas. Com um smartphone você faz tudo, obviamente, atrelado e conectado a uma rede de dados. 

Qual o maior aprendizado nesta enorme confusão? Dar valor às relações humanas. As pessoas estavam tão enlouquecidas que tudo era feito de forma digital. Faltavam o abraço, os encontros presenciais, o olho no olho. Com a pandemia e o isolamento nos demos conta do quanto é saudável e necessário esse contato humano. 

Qual o maior desafio? Reaprender a viver. O mundo não será mais o mesmo. Precisamos entender e nos adaptar para esta nova realidade, e quem não se adaptar vai entrar em depressão. 

Como vê o futuro das comunicações e das relações humanas, profissionais etc.? De forma muito positiva. As pessoas poderão trabalhar numa empresa nos EUA e estar fisicamente no Brasil, por exemplo. Seremos definitivamente globais. O 5G está batendo à nossa porta, e com ele a internet vai mudar completamente muitas atividades hoje existentes

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