O canto da sereia 'gramscista'

Nação acordou e apoiou, como ainda apoia, a Lava Jato

Dom, 07/04/19 - 03h00

Fatos recentes mostram que a oposição ao governo Bolsonaro está sendo feita de todas as formas, dentro e fora do governo, segundo o preceito de que, quanto ao país, para os oposicionistas, quanto pior, melhor, desde que deixem Bolsonaro de joelhos e seu “governo de generais” inoperante. A recente ida do ministro Paulo Guedes à Câmara (renovada?) confirmou a conduta antiética dos deputados petistas e aliados. Bandidos a tumultuar, praticando a velha e corrupta política, quando da discussão sobre a Previdência, de interesse nacional.

Entretanto, são inúmeras as fontes de tal oposição, destacando-se, nitidamente, a imprensa, representada pelo Grupo Globo, que emprega condutas antiéticas, explorando costumes imorais e sem qualquer respeito aos princípios cívicos. Manipula fatos, distorce ou omite declarações, dá ênfase ao negativo e esconde qualquer coisa que seja positiva. Cria crises, a partir de meras ocorrências, devidamente infladas, e procura levar a desmoralização pessoal e a discórdia às hostes governamentais.

Seus repórteres, adequadamente ideologizados e/ou pressionados, não escondem a agressividade que transmitem em suas intervenções. Não exercitam, claramente, o que seria impositivo para um jornalismo digno de imprensa livre e responsável: a que privilegia a isenção e dá espaço ao contraditório, sem agressões e/ou desmoralizações.

A ressaltar que o STF iria decidir, na semana próxima, a permanência ou não da condenação, seguida de prisão, em segunda instância (julgamento suspenso na quinta-feira). Sem dúvida, se fosse aprovada a não condenação, seria destruído parte do trabalho realizado pela vitoriosa operação Lava Jato. Paralelamente à campanha do PT, possibilitaria a soltura de centenas de presos, entre eles a do criminoso e chefe de quadrilha Lula.

Interessante que “O Globo”, há dois dias, publicou artigo intitulado “Lula livre, em casa”. O autor faz comparações com o ocorrido em outros países – “comparações de alhos com bugalhos”. Como se Lula, pobre coitado, estivesse condenado e encarcerado injustamente. O articulista defende a soltura de um marginal que, com sua quadrilha, ocupando o cargo de presidente da República, roubou bilhões e contribuiu para a morte de brasileiros de todas as idades, tendo em vista a precariedade da assistência à saúde por falta de recursos.

Enfatiza o colunista que “Lula encarcerado não faz bem à história do país, como não faz bem a lembrança de João Goulart morrer na Argentina”. Como diria “Eremildo, o idiota”: ao contrário! Faz muito bem à história do Brasil, pois a nação acordou e apoiou, como ainda apoia, a operação Lava Jato. Juízes como Sergio Moro e Marcelo Bretas, e suas brilhantes equipes, são reconhecidos em todo o mundo como notáveis exemplos de combate à corrupção, prendendo, inclusive, os poderosos do “primeiro andar”. Soltar Lula não seria um gesto de pacificação, porém uma vigorosa prova da leniência da Justiça e demonstração inequívoca de que a quadrilha do PT permanece atuante, inclusive com integrantes infiltrados “no andar de cima” do Poder Judiciário.

A maior parte da população a tudo assiste estarrecida, confusa e insegura. Enraivecida e com forte sentimento de impotência em face da criminosa oposição ao governo Bolsonaro, realizada por aqueles que destruíram o país e que agora tentam impedir os que desejam reconstruí-lo.

Após 1988, advento da Nova República, os chefes militares, embarcando no canto da sereia “gramscista” de que seria necessário reconciliar a sociedade civil (?) com as Forças Armadas (FFAA), adotaram baixo perfil e abandonaram o papel político que as FFAA exerceram nos momentos críticos da história do país. Garganta abaixo, aceitaram o Ministério da Defesa e se afastaram das decisões de cúpula que envolviam os interesses nacionais. Enfrentaram, sem reagir, achaques e afrontas inaceitáveis. Os tristes resultados colhemos nos dias de hoje. Um país destruído!

Será que, hoje, os militares aceitarão, passivamente, pressões, achaques e afrontas dessa ampla e diversificada oposição, corrupta e sem freios a cada impasse, ou se lembrarão do canto da sereia gramscista de antanho?

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