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Rastreador veicular: dicas para escolher um bom serviço de monitoramento

Super Motor foi atrás de tudo que você precisa saber antes de decidir contratar uma solução de rastreamento para o seu veículo

Sex, 23/08/19 - 03h00
Rastreador pode até baratear o preço do seguro, pois aumenta as chances de o veículo ser recuperado em caso de roubo ou furto

Um estudo da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNSEG) revelou que mais de 70% da frota nacional de veículos no Brasil circulava sem seguro em 2017.

E para quem não tem grana para bancar uma apólice, nos últimos anos, os serviços de rastreamento veicular vêm ganhando cada vez mais espaço no mercado, sobretudo por ser uma alternativa mais barata de proteger o veículo – neste caso, contra furto ou roubo.

Atento ao serviço prestado

Mas todo cuidado é pouco. Em uma busca simples na internet, é possível encontrar centenas de reclamações contra as empresas que oferecem esse tipo de solução, sobretudo pela não localização do veículo que foi roubado.

Além do preço do rastreador em si, o consumidor deve se atentar a outros pontos antes de contratar o serviço. 

“É importante, por exemplo, avaliar a área de abrangência, ou seja, a área que a empresa se compromete a cobrir. Empresas maiores tendem a ter uma estrutura mais robusta para operar e, por isso, podem ter mais qualidade no serviço”, alerta Alessandro Rubio, supervisor de pesquisa e conteúdo do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil).

Como funcionam os rastreadores

Os rastreadores veiculares funcionam por meio um equipamento que envia a localização ou até intervém em algumas funções do veículo, caso o equipamento seja preparado para isso.

Alguns rastreadores são capazes, por exemplo, de cortar a ignição do carro remotamente. O dispositivo pode ser instalado de várias formas, mas a mais comum é em locais ocultos do veículo. Alguns modelos podem conseguir a localização por GPS.

Outros identificam a localização do automóvel por triangulação de antenas de rádiofrequência (RF). Geralmente, esses equipamentos possuem um chip de telefonia móvel para enviar as informações à central.

Bateria interna

A maioria dos equipamentos possui baterias internas, mas utiliza a bateria do carro como fonte principal. Na ausência dessa alimentação, o equipamento utiliza a bateria interna que tem seu tempo de duração entre 30 e 90 dias, dependendo do equipamento.

De acordo com Rubio, apesar de ser uma segurança extra, nunca há 100% de garantia de que o veículo será localizado em caso de furto ou roubo.

“Há muitas variáveis que interferem em um furto, inclusive a desativação de módulos e equipamentos”, conclui o especialista.

Passo a passo para escolher um serviço de rastreamento

1. Desconfie do preço
Escolher só com base no preço é um erro básico. Contar com uma infraestrutura consistente para fazer monitoramento 24 horas por dia e para acompanhar e superar a evolução tecnológica dos criminosos tem seu preço. Então, desconfie de soluções muito baratas.

2. Pesquise na internet
Procure saber se o equipamento que será instalado é alvo de reclamações ou se é pouco usado no mercado, e o que outros clientes falam sobre o produto.

3. Cobertura da operadora
O rastreador GSM utiliza um chip SimCard. É muito importante que a empresa que está prestando esse serviço de monitoramento escolha a operadora de acordo com a região em que o veículo fica a maior parte do tempo só assim terá informações em tempo real ou perto disso.

Caso você viaje constantemente para uma determinada região, é importante comunicar isso para que a empresa também conte com uma operadora que tenha boa cobertura nessa área ou, dependendo do equipamento, um segundo chip como redundância.

4. Com app, melhor ainda
Para melhor controle e proteção, certifique-se de que a empresa forneça um aplicativo de celular para acompanhamento do próprio cliente acesso via browser também vale.

Isso fará com que você tenha uma alta gestão de tudo o que acontecer com seu veículo, diminuindo o tempo de busca num possível furto.

Algumas empresas emitem alertas no app quando o veículo sai de uma posição GPS ou ignição pré-determinada. Você fica sabendo imediatamente.

5. Tamanho é documento
O porte da empresa pode significar muita coisa, desde seus investimentos anuais à sua reputação no mercado.

Marcas que não buscam aprimoramento constante estão sempre desatualizadas, não têm sucesso na recuperação dos bens de seus clientes e, consequentemente, não conseguem crescer.

6. Tempo de mercado
Assim como o tamanho da empresa, sua longevidade diz muito sobre o seu nível de atuação e a imagem que tem na área.

Além disso, o tempo promove uma expertise maior: a empresa já se deparou com falhas que não são mais admitidas no mercado, soube superá-las e se aperfeiçoou.

7. Perguntas-chave
Não feche acordo com os serviços de monitoramento de uma empresa que, no momento da contratação, não faz ao cliente as seguintes perguntas:

  1. Onde o carro roda na maior parte da semana?
  2. Você viaja muito? Para onde?
  3. Quanto tempo fica na região em que o veículo passa a noite?


8. Não há 100% de garantia 
Vale a pena lembrar que a capacidade dos rastreadores tem limite. Nenhuma empresa pode garantir completamente a recuperação do seu veículo e sua integridade.

Essas soluções têm alguns pontos críticos, como a extensão da cobertura das operadoras, sem falar na habilidade dos criminosos em fazer um veículo desaparecer no menor tempo possível.

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