guerra

Aproximadamente 7.000 crianças continuam 'presas' em acampamentos sírios

Especialistas destacam o ano de 2021 como o mais violento no acampamento de Al-Hol, onde 74 crianças morreram, oito delas assassinadas

Por Agências
Publicado em 21 de dezembro de 2022 | 11:33
 
 
 
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Aproximadamente 7.000 crianças estrangeiras, filhos de supostos jihadistas, permanecem detidas em acampamentos no nordeste da Síria. A ONG Save the Children alertou nesta quarta-feira (21) para o risco de ataque e pediu repatriação. "Uma quantidade recorde de 517 mulheres e crianças foram repatriadas neste ano no nordeste da Síria", comunicou a Save the Children.

No entanto, "7.000 crianças de nacionalidades estrangeiras continuam presas e sob o risco de ataques e violência", lamenta.

Em relação ao ano anterior, a ONG destacou que as repatriações de mulheres e crianças dos campos de Al-Hol e Roj aumentaram 60% em 2022. Porém, pediu para que "seja feito mais para o seu repatriamento".

Desde a derrota do grupo Estado Islâmico em 2019, cerca de 56.000 familiares de jihadistas foram presos nos campos de Al-Hol e Roj, controlados pelos curdos, onde a violência é endêmica e existem diversas privações.

Entre eles estão mais de 10.000 estrangeiros de aproximadamente 60 países, inclusive europeus, alojados separadamente em uma parte do acampamento chamada "Anexo".

"Os esforços para ajudar as crianças que vivem nos acampamentos precisam aumentar", disse a ONG. Eles destacam o ano de 2021 como o mais violento em Al-Hol, onde 74 crianças morreram, oito delas assassinadas.

"Estas crianças estão presas em condições deploráveis e estão diariamente em perigo, não há tempo a perder", disse o diretor de operações da ONG, Matt Sugrue, que acrescentou a possibilidade de algumas crianças "virarem adultas antes de deixarem esses acampamentos e voltar para casa".

Apesar dos repetidos pedidos da administração curda, a maioria dos países ocidentais se recusa a repatriar seus cidadãos nesses campos. As nações se contentam com a lentidão desse processo pois temem possíveis atos terroristas em suas terras.

Em março, a ONG advertiu que a repatriação das crianças nos campos do nordeste levaria 30 anos no ritmo atual.

(AFP)
                
 

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