Crise

Argentina cobra que FMI considere perdas do país com guerra na Ucrânia; entenda

Ministro argentino da Economia diz que Fundo Monetário Internacional está quebrando o compromisso de levar em conta os efeitos do conflito sobre as finanças do país sul-americano

Por Agências
Publicado em 15 de janeiro de 2023 | 14:56
 
 
 
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O ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, considerou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) está quebrando o compromisso de revisar os custos da guerra na Ucrânia para o país sul-americano. “A Argentina cumpriu com seu programa, mas o Fundo Monetário não está cumprindo com a Argentina a revisão de como vai compensar os países que pagaram o custo da guerra com sua economia. É um problema a ser resolvido”, disse Massa, em entrevista ao portal Infobae. 

Em 2022, o governo de centro-esquerda de Alberto Fernández renegociou o crédito de 44 bilhões de dólares com o FMI que a Argentina havia contraído durante a presidência do direitista Mauricio Macri, em 2018.  Durante a cúpula do Grupo dos 20 (G20), em novembro, em Bali (Indonésia), Alberto Fernández discutiu com a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, "o negativo da guerra para o mundo inteiro" e seu impacto específico nos países emergentes. Georgieva recomendou então que o governo "mantivesse o rumo" que havia adotado nos últimos meses desde o início do governo de Massa. 

O governo estima os custos da guerra na Ucrânia para a economia argentina em cerca de 5 trilhões de dólares, disse o ministro das Relações Exteriores, Santiago Cafiero, durante a cúpula do G20.  Em dezembro, o FMI aprovou o cumprimento das metas fiscais e monetárias renegociadas em 2022 com a Argentina, que fechou o ano com inflação de 94,8%, a maior em 32 anos, embora o crescimento seja estimado em 5% em 2022. 

Massa atribuiu os atuais problemas de endividamento da Argentina ao empréstimo contraído com o FMI pelo governo anterior: "É uma bomba que deve ser administrada e que limitou a capacidade de crescimento...", afirmou. "Nosso principal objetivo é baixar a inflação sem congelar a economia, porque a paz dos cemitérios não serve para ninguém", aludindo às críticas de economistas da oposição que exigem maior ajuste fiscal.

(AFP)

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