Guerra

Bombardeios russos no Ano Novo deixam quatro mortos e 50 feridos na Ucrânia

Bombardeios aconteceram na capital do país, Kiev, e em outras sete regiões da Ucrânia, conforme as últimas informações divulgadas pelas autoridades locais e regionais

Por Agências
Publicado em 01 de janeiro de 2023 | 18:53
 
 
 

Bombardeios russos nas horas anteriores e posteriores à passagem do ano deixaram pelo menos quatro mortos e 50 feridos na Ucrânia, segundo o exército ucraniano, que disse ter derrubado drones explosivos de fabricação iraniana usados nos ataques.
Esses bombardeios aconteceram na capital do país, Kiev, e em outras sete regiões da Ucrânia, conforme as últimas informações divulgadas pelas autoridades locais e regionais. 

Três pessoas morreram, entre elas uma jovem de 22 anos, na cidade de Khmelnitski, no oeste do país. A quarta vítima perdeu a vida após um bombardeio russo na região de Zaporizhia, no sul do país, segundo as autoridades ucranianas. 
Entre os 50 feridos, há dois adolescentes, de 13 e 12 anos, que vivem em uma localidade próxima da cidade de Kherson, no sul, recuperada pelas tropas ucranianas em novembro. 

No centro de Kiev, um míssil atingiu a fachada de um hotel.
No Facebook, o chefe da polícia, Andriy Nebitov, publicou uma imagem dos restos de um drone com as palavras "Feliz Ano Novo" em russo. 
"Isso é tudo de que precisamos saber sobre o Estado terrorista e suas Forças Armadas", escreveu ele em seu post. 
O Exército ucraniano anunciou ter derrubado 45 drones de fabricação iraniana durante a madrugada, embora não tenha informado se estes robôs usados como projéteis atingiram seus objetivos.

A Ucrânia 'não vai perdoar' 

Neste domingo, "o inimigo executou 35 ataques aéreos, usando em particular o drone 'Shahed-136'", e todos os mísseis disparados pela Rússia foram destruídos, anunciou à noite o Estado-maior do exército ucraniano.

"Os ocupantes russos (...) dispararam 16 vezes lança-foguetes múltiplos, em particular contra o hospital infantil de Kherson", cidade do sul que é bombardeada regularmente desde que foi recuperada no outono boreal pelas tropas de Kiev.

Os russos "estão perdendo, os drones, os mísseis e tudo o mais não vão ajudá-los porque estamos juntos", reagiu neste domingo à noite o presidente Volodimir Zelensky.
"E não vão tirar um único ano da Ucrânia, não vão tirar a nossa independência. Não lhes daremos nada. Respondemos a cada ataque russo (...) em todas as nossas cidades e comunidades", insistiu. 
O Ministério russo da Defesa tinha informado que os bombardeios no sábado tiveram como alvo "instalações de defesa ucranianas envolvidas na fabricação de drones ofensivos usados para cometer ataques terroristas contra a Rússia". 
"Conseguimos desmantelar os planos do regime de Kiev de organizar ataques terroristas contra a Rússia em um futuro próximo", acrescentou. 

Bombardeios em Donetsk

O Exército russo afirmou, ainda, que continua sua ofensiva na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, anexada pela Rússia em setembro. A zona agora concentra a maior parte dos combates. 
O Estado-maior ucraniano destacou a esse respeito na noite deste domingo que "o inimigo (...) continuou tentando ataques no setor de Bakhmut", cidade da região da qual os russos tentam se apoderar há mais de seis meses.

Os soldados engajados na batalha de Bakhmut sofrem uma "incrível fadiga" moral e física, disse à AFP Mark Kupchenenko, capelão militar que visita a linha de frente diariamente para dar apoio às tropas. Alguns têm "ataques de pânico, tremores nas mãos, não conseguem descansar", relatou. 
Zelensky elogiou em sua mensagem de fim de ano a resistência ucraniana frente à invasão russa e disse que seu país vai lutar até a "vitória" - até recuperar todos os territórios ocupados ou anexados pela Rússia.
No lado pró-Rússia, autoridades em territórios separatistas no leste da Ucrânia relataram a morte de um civil em bombardeios ucranianos na cidade de Yasinuvata, na região de Donetsk, e na cidade vizinha de Makiivka, que deixaram pelo menos 15 feridos. 

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou, por sua vez, que a "justiça moral e histórica" está do lado de seu país nesta guerra e acusou os ocidentais de "usarem, cinicamente, a Ucrânia e seu povo para enfraquecer e dividir a Rússia". (AFP)

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