guerra na ucrânia

China e Alemanha concordam em rejeitar uso de arma nuclear e alertam Rússia

Chanceler alemão fez a declaração após uma visita a Pequim

Por Agência
Publicado em 04 de novembro de 2022 | 09:40
 
 
 

Alemanha e China concordaram em rejeitar qualquer uso de arma nuclear no contexto da guerra na Ucrânia – informou o chanceler alemão, Olaf Scholz, nesta sexta-feira (4), após uma visita a Pequim. "A guerra na Ucrânia cria uma situação perigosa para o mundo inteiro (...) e na China todos sabem que uma escalada teria consequências para o mundo inteiro", declarou à imprensa.

"Esta é a razão pela qual foi muito importante para mim (...) dizer claramente que uma escalada" da guerra "na forma do uso de uma arma nuclear tática deve ser excluída, e estou feliz que, neste assunto pelo menos, chegou-se a um acordo", completou. Scholz fez uma visita de um dia a Pequim nesta sexta, onde se encontrou com o presidente chinês, Xi Jinping.

Embora a China seja oficialmente neutra no conflito ucraniano, o Ocidente critica o apoio tácito a Moscou. Os Estados Unidos se mostraram, esta semana, "cada vez mais preocupados" com um possível ataque nuclear da Rússia. 

Na terça-feira, o ex-presidente russo e atual número dois do Conselho de Segurança, Dmitri Medvedev, evocou mais uma vez o uso de armas nucleares.  A vontade ucraniana de recuperar todos os territórios ocupados "ameaça a existência do nosso Estado" e oferece "uma razão direta" para usar "meios de dissuasão nuclear", declarou.

Vladimir Putin também fez alusão à bomba atômica em um discurso televisionado em 21 de setembro. A Rússia, por sua vez, acusou a Ucrânia de se preparar para usar "bombas sujas" contra suas tropas. (AFP)

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