Tensão

China e Rússia afirmam que guerra nuclear não deve acontecer 'jamais'

Presidentes dos dois países assinaram mensagem conjunta nesta terça-feira (21)

Por Agências
Publicado em 21 de março de 2023 | 15:38
 
 
 
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Rússia e China se pronunciaram nesta terça-feira (21) contra o possível desencadeamento de uma guerra nuclear, em um contexto de tensão com o Ocidente, enfatizando que um confronto desse tipo só deixaria perdedores.

"As partes declaram novamente que não pode haver vencedores em uma guerra nuclear e que esta última não deve ser desencadeada jamais", diz uma mensagem conjunta assinada pelo presidente chinês, Xi Jinping, e pelo chefe de Estado da Rússia, Vladimir Putin, que se reuniram no Kremlin para falar sobre o conflito na Ucrânia e a relação "estratégica" entre os dois países diante do Ocidente.

Reunião

Putin recebeu Xi no Grande Palácio do Kremlin e o cumprimentou com um um aperto de mãos. Uma banda tocou os hinos dos dois países, segundo imagens exibidas por canais de televisão russos. Em seguida, ao lado de outros funcionários de alto escalão das duas nações, os governantes iniciaram a reunião a portas fechadas.

Xi e Putin já haviam se encontrado na segunda-feira (20), com o objetivo de demonstrar sua aliança como um contrapeso às potências ocidentais. Nesta terça-feira, segundo dia da visita oficial de três dias, Xi destacou que as relações "estratégicas" entre Pequim e Moscou, duas "grandes potências vizinhas", eram uma "prioridade" para a China.

Xi também anunciou que convidou o chefe de Estado russo para visitar a China "neste ano, quando possível", apesar da ordem de detenção emitida na semana passada pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o líder do Kremlin.

De modo paralelo à visita de Xi a Moscou, outro governante asiático, o primeiro-ministro japonês Fumio Kishida, visita Kiev nesta terça-feira para uma reunião com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky.

O governo da Ucrânia considerou a visita "histórica" e um "gesto de solidariedade" do Japão após mais de um ano de invasão russa.

Pouco depois de chegar ao país, Kishida visitou a cidade de Bucha, nas proximidades de Kiev, símbolo das atrocidades da ocupação russa. Kishida era o único líder do G7 que não havia viajado à capital da Ucrânia desde o início do conflito em fevereiro de 2022.

Apesar disso, o Japão aderiu às sanções ocidentais contra a Rússia e anunciou em fevereiro uma nova ajuda de 5,5 bilhões de dólares à Ucrânia, mas sem uma assistência militar porque a Constituição pacifista do país limita a ação de suas Forças Armadas a missões de defesa.

Ucrânia

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, disse nesta terça-feira que convidou a China para conversar e que espera "uma resposta", no momento em que o presidente chinês, Xi Jinping, reforça em Moscou a aliança com seu colega russo, Vladimir Putin. 

"Propusemos à China se associar à busca de uma fórmula de paz, dizendo-lhe: 'Convidamos vocês ao diálogo, esperamos sua resposta' e, até agora, recebemos apenas alguns sinais, mas nada de concreto", declarou Zelensky, em uma entrevista coletiva.

(AFP)

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