Saúde

Confira a lista de adoçantes sem açúcar que devem ser evitados, segundo a OMS

Agência divulgou uma nova diretriz em que relaciona esses produtos a problemas de saúde e maior risco de morte

Por O TEMPO
Publicado em 16 de maio de 2023 | 09:17
 
 
 
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A Organização Mundial da Saúde divulgou nesta segunda-feira (15/05) uma nova diretriz, feita com base em uma série de evidências científicas, que classifica os adoçantes como perigosos e ineficazes para auxiliar no controle de peso. A recomendação, no entanto, não vale para pessoas com quadro de diabetes pré-existente.

Conforme a agência, o uso prolongado de adoçante sem açúcar pode provocar sérios efeitos, como um maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, podendo aumentar a mortalidade entre os adultos. Entretanto, esses produtos não devem ser substitutos do açúcar.

Confira a lista de adoçantes sem açúcar desaconselhados pela OMS:

  • Acesulfame de Potássio;
  • Aspartame;
  • Advantame;
  • Ciclamatos;
  • Neotame;
  • Sacarina;
  • Sucralose;
  • Estévia e derivados de Estévia.

A recomendação da OMS não se aplica a açúcar de baixa caloria e álcool de açúcar, os chamados Polióis, como eritritol e xilitol, por exemplo. O órgão ainda orienta que as pessoas passem a consumir alimentos com açúcares naturais, como frutas ou alimentos sem açúcar. 

Estudo revela vínculo entre adoçantes e intolerância à glicose

lista de adoçantes não recomendados pelas OMS

Um estudo publicado na revista "Nature", em 2014, mostrou que consumo de adoçantes artificiais pode aumentar o risco de desenvolver intolerância à glicose – quando o organismo não produz insulina suficiente–, etapa considerada o primeiro estágio da diabetes.

Um grupo de cientistas, liderado pelo israelense Eran Elinav, do Instituto de Ciência Weizmann, de Rehovot (Israel), chegou a esta conclusão após ter realizado um teste com ratos e humanos.

"Não queremos dar nenhuma recomendação sobre o uso ou não dos adoçantes. Mas o consumo massivo dessas substâncias precisa ser debatido, porque, em nossos estudos, não observamos nenhum efeito benéfico", disse Eran Segal, pesquisador do Instituto Weizmann de Ciência, em Israel, e um dos coordenadores do trabalho.

O consumo destes adoçantes está estendido em produtos alimentícios e bebidas, como os refrigerantes dietéticos e sobremesas sem açúcar e são recomendados em dietas de emagrecimento e em tratamentos ou prevenção de desordens metabólicas.

Em 2010, pesquisadores revisaram a literatura e descobriram que os adoçantes podem afetar o sistema de recompensa do cérebro ao intensificarem o desejo de açúcar, o que levaria a um aumento do consumo calórico. Os resultados foram publicados no Yale Journal of Biology and Medicine.

 

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